Testes capilares prevêem resposta a fármacos anti-VIH

Estudo publicado na revista “AIDS”

20 março 2009
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Investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, revelaram que a medição em amostras de cabelo dos níveis dos fármacos contra o vírus da imunodeficiência humana (VIH) poderá prever com maior fiabilidade a sua eficácia do que a leitura desses níveis em amostras de sangue.

 

Na opinião de Monica Gandhi, líder da investigação, os níveis de fármacos no sangue não reflectem como o paciente está a aderir ao tratamento, e há factores, como a dieta e as interacções medicamentosas, que podem causar variabilidade.

 

Assim, os investigadores deste estudo utilizaram 10 a 20 fios de cabelo, cortados junto ao couro cabeludo, e mediram os níveis de fármacos em 224 mulheres que tinham principiado um novo regime anti-retroviral.

 

Os resultados deste estudo mostraram que, à medida que os níveis dos fármacos aumentavam, havia uma diminuição da carga viral.

 

Se, pelo contrário, os níveis de fármacos eram elevados mas a carga viral continuava a aumentar, isso era indicativo de que as pacientes começavam a desenvolver resistência aos agentes anti-retrovirais usados. Monica Gandhi acrescentou ainda que, se os níveis dos fármacos decaíssem mas os níveis da carga de VIH aumentassem, isso sugeria que ou a paciente não estava a aderir ao tratamento, ou estava a utilizar um fármaco que provocava uma redução da absorção do agente anti-retroviral.

 

O grupo de investigadores planeia agora testar este método na Índia e na África, onde a colheita de sangue e a monitorização do VIH poderá ser mais dispendiosa e difícil.

 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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