Teste sugere prudência com terapia de RNA

Estudo publicado na Nature

28 maio 2006
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Um dos tipos mais promissores de terapia genética experimental pode ser fatal quando administrado sem controlo, revelou um estudo norte-americano da Stanford University, publicado na revista Nature.
 

 

O trabalho descreve a morte de 23 ratinhos durante um teste da chamada interferência de RNA (ácido ribonucleico) contra a hepatite B. O estudo, liderado por Mark Kay, da Stanford University, refere que as células hepáticas dos ratinhos mortos sofreram com excesso de RNA “estrangeiro”, não porque as moléculas fossem nocivas em si, mas porque acabavam por abrir uma competição por nutrientes com outros componentes da célula.
 

 

Apesar de acautelar para “ a questão da segurança e da dosagem”, o líder da investigação mostrou-se confiante com alguns casos verificados em animais. “O resultado foi diferente, dependendo do tipo de sequência de RNA usado para neutralizar os genes do vírus da hepatite B. Em alguns casos, tivemos resultados extremamente positivos, mas ainda não sabemos por quê. Talvez os perfis de toxicidade [das sequências] sejam diferentes", relatou o cientista no estudo publicado na revista.
 

 

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