Teste sanguíneo prevê risco de diabetes tipo 1

Estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”

25 junho 2013
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Investigadores alemães encontraram uma forma de prever o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 1, dá conta um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”.
 

A diabete tipo 1 é uma doença que pode ocorrer em qualquer idade e que envolve a destruição das células beta produtoras da insulina pelo sistema imunitário. Como consequência, a produção de insulina é impedida e, na ausência desta hormona, o organismo não é capaz de controlar os níveis de glucose no sangue, o que pode causar danos sérios nos órgãos. Por outro lado, as células necessitam de glucose para sobreviverem e a glucose necessita da insulina para entrar dentro das células. Desta forma, os indivíduos afetados por esta doença necessitam de tomar injeções de insulina durante a vida toda.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Miami, nos EUA, analisaram amostras de sangue de 13.377 crianças, que tinham predisposição genética para a diabetes tipo1, para tentar encontrar uma pista pré-clínica indicadora de um aumento do risco da doença.
 

Os investigadores identificaram dois autoanticorpos associados à diabetes, os quais eram fortes indicadores do risco de desenvolvimento da doença. Os autores do estudo explicaram que a diabetes tipo 1 tem uma fase pré-clinica que pode ser identificada pela presença de autoanticorpos contra os antigénios das células beta pancreáticas. Foi verificado que 80% das crianças tinha um ou mais destes autoanticorpos, os quais eram indicadores da destruição da insulina.
 

Ao longo do período de acompanhamento, que teve uma duração de cerca de 10 anos, 70% das crianças com múltiplos autoanticorpos desenvolveu diabetes tipo 1, comparativamente com apenas 15% das crianças que apresentavam um único autoanticorpo.
 

O estudo também apurou que cerca de metade das crianças com dois ou mais autoanticorpos desenvolveu diabetes nos cinco anos seguintes, e quatro em cinco tornaram-se diabéticas após 15 anos. Adicionalmente, foi observado que as crianças com mais do que um autoanticorpo, antes dos três anos de idade, tinham um risco considerável de desenvolver diabetes tipo1.
 

Os investigadores referem que apesar de os autoanticorpos serem bons marcadores do risco de desenvolvimento da diabetes, eles não são a causa da doença.
 

“Estes resultados mostram que a deteção de múltiplos anticorpos nas crianças com predisposição genética é um marcador da fase pré-clínica da diabetes tipo 1. Assim, o desenvolvimento de múltiplos autoanticorpos prevê o risco de diabetes tipo 1 na criança”, concluem os autores.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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