Teste sanguíneo pode determinar a necessidade de tratamento com antibióticos

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

25 janeiro 2016
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Investigadores americanos desenvolveram um teste que pode determinar se uma doença respiratória é causada por uma infeção de um vírus ou uma bactéria, podendo os antibióticos serem prescritos com maior precisão, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
 

Os investigadores da Universidade de Duke, nos EUA, desenvolveram um teste denominado por assinaturas de genes, padrões que refletem quais os genes que estão ativados ou desativados, que indica se um indivíduo está a combater uma infeção provocada por um vírus ou bactéria. Os resultados podem ser obtidos através de uma pequena amostra de sangue.
 

O estudo apurou que o teste era capaz de classificar com 87% de eficácia mais de 300 pacientes com vírus da gripe, rinovírus, diferentes estirpes da bactéria Streptococccus, e outras infeções comuns, assim como indicar a ausência de infeção.
 

“As infeções respiratórias são um dos motivos mais frequentes das consultas médicas. Utilizamos muita informação de forma a obter um diagnóstico, mas não existe uma forma eficaz e com grande precisão de determinar se a infeção é de origem bacteriana ou viral. Cerca de três quartos dos pacientes acabam por tomar antibióticos apesar de a maioria ter uma infeção viral. Existem riscos associados à toma excessiva de antibióticos, tanto para o paciente como para a saúde pública”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Ephraim L. Tsalik.
 

De acordo com um outro autor do estudo, Geoffrey S. Ginsburg, são necessárias formas mais eficazes de distinguir as infeções, não só para reduzir a utilização desnecessária de antibióticos, como também para conduzir a tratamentos mais eficazes para as infeções virais.
 

“Atualmente, podemos dar aos pacientes Tamiflu para ajudá-los a recuperar de uma infeção provocada pelo vírus influenza, mas para a maioria das infeções virais, o tratamento adequados inclui a ingestão de líquidos e descanso. Nos próximos cinco a 10 anos, deverão aparecer novos medicamentos antivirais para vírus comuns, como o vírus sincicial respiratório e até mesmo o rinovírus, (a causa predominante de uma constipação comum), desta forma orientar as escolhas de tratamento será ainda mais importante”, acrescentou o investigador.
 

“Estamos a desenvolver um teste que poderá ser realizado na maioria dos laboratórios clínicos. Acreditamos que este teste poderá ter um impacto real na toma adequada de antibióticos e orientar o uso de tratamentos antivirais no futuro”, conclui Christopher W. Woods.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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