Teste sanguíneo ajuda no diagnóstico de cancro

Estudo publicado no “FASEB Journal”

30 julho 2014
  |  Partilhar:

Investigadores do Reino Unido desenvolveram um teste sanguíneo simples que é capaz de diagnosticar se um indivíduo tem ou não cancro, refere um estudo publicado no “FASEB Journal”.
 

O teste desenvolvido pelos investigadores da Universidade de Bradford, no Reino Unido, poderá ajudar os médicos a diagnosticar cancro em pacientes que apresentem determinados sintomas, a poupar tempo e a impedir a realização de procedimentos invasivos desnecessários e de custo elevado, como é o caso das colonoscopias e biópsias. Alternativamente, o teste poderá ajudar a investigar pacientes suspeitos de terem cancro, mas cujo diagnóstico é difícil.
 

O teste denominado por LGS (do inglês, Lymphocyte Genome Sensitivity) analisa os leucócitos e mede os danos causados no ADN destas células quando estas são expostas a diferentes intensidades de luz ultravioleta.
 

Os leucócitos fazem parte da defesa natural do organismo. “Sabemos que eles estão sob stress quando combatem cancro ou outras doenças, assim pensamos se era possível ter algo mensurável quando as células eram expostas a um evento stressante como é o caso da luz ultravioleta”, explicou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Diana Anderson
 

O estudo apurou que, comparativamente com o ADN dos indivíduos saudáveis, o ADN dos pacientes com cancro é mais facilmente danificado através da luz ultravioleta.
 

O LGS foi testado em amostras de sangue recolhidas a 94 indivíduos saudáveis e 114 pacientes. Através da quantificação dos danos ocorridos no ADN, os investigadores constataram que 58 tinham cancro, 56 apresentavam condições pré-cancerosas e 94 eram saudáveis.
 

Os investigadores referem que apesar de, em termos epidemiológicos, o número de participantes ser pequeno, estes resultados são notáveis. Na verdade, foram identificadas diferenças significativas entre os voluntários saudáveis, os pacientes suspeitos de ter cancro e os pacientes já com diagnóstico confirmado da doença.
 

“Acreditamos que os resultados obtidos confirmam o potencial do teste como ferramenta de diagnóstico”, referiu Diana Anderson.
 

A investigadora acrescentou que, no caso de se provar que o LGS é um teste útil no âmbito de diagnóstico do cancro, este seria uma ajuda de grande valor para os procedimentos mais tradicionais na deteção do cancro.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.