Teste PSA de rotina poderá não ser aconselhável

Estudo publicado na revista “The Lancet”

20 agosto 2014
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Um estudo europeu revelou que o teste de rotina ao cancro da próstata reduz o índice de mortes pela doença em mais de um quinto. No entanto, o estudo publicado na revista “The Lancet” refere que o mesmo teste poderá levar a sobre-diagnósticos.


Conduzido pelo Erasmus University Medical Center, na Holanda, o estudo intitulado “European Randomised Study of Screening of Prostate Cancer” (ERSPC) envolveu 162.000 homens com idades compreendidas entre os 50 e os 74 anos e oriundos de 8 países diferentes: Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Itália, Holanda, Suécia e Suíça.


O objetivo deste estudo de longa duração, lançado em 1993, consistia em determinar se os testes do PSA de rotina nos homens reduziriam as mortes por cancro da próstata.


Os participantes foram aleatoriamente escolhidos para serem submetidos ao teste do PSA de 2 em 2 ou de 4 em 4 anos, ou para não serem testados.


Comparativamente aos homens que não foram submetidos ao teste do PSA, os índices de mortalidade entre os homens que o efetuaram foram 15% mais baixos 9 anos mais tarde, 22% inferiores 11 anos depois e 21% menores após 13 anos.


A equipa de investigadores adverte, no entanto, que nem todos os homens convocados para o rastreio o foram realizar.


De uma forma geral, o número de mortes por cancro da próstata diminuiu em 21% nos homens que tinham feito o teste do PSA. 13 anos mais tarde, os homens que tinham efetuado o teste apresentavam um risco 27% inferior de morrerem de cancro da próstata que aqueles que não tinham feito o rastreio. Este grupo apresentava ainda um risco menor de sofrer de cancro avançado da próstata.


Apesar dos resultados, o autor principal do estudo, Fritz Schröder, daquela universidade, não recomenda ainda o rastreio de rotina do cancro da próstata. O investigador mencionou que ocorrem cerca de 40% de casos de sobre-diagnóstico de cancro da próstata, como consequência do rastreio, sendo que estes casos podem conduzir a tratamentos desnecessários com efeitos secundários que incluem impotência e incontinência.

 

Fritz Schröder considera necessário efetuar mais pesquisa de forma a que se possa reduzir os sobre-diagnósticos, de forma a reduzir o enorme número de homens que são submetidos ao rastreio, biópsia e tratamento.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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