Teste mede força da resposta imunitária

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

31 outubro 2016
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O sistema imunitário nem sempre reage da mesma forma, por vezes a reação não é forte o suficiente para debelar determinadas infeções ou cancros e às vezes é demasiado agressivo, conduzindo nomeadamente a alergias e doença autoimunes. Contudo, um estudo publicado na revista “Nature Communications” sugere uma nova forma de determinar a força de uma resposta imune contra um antigénio específico.
 
De acordo com os investigadores da Universidade Thomas Jefferson, nos EUA, estes resultados podem ajudar os médicos a personalizar terapias imunes modeladoras, incluindo as imunoterapias contra o cancro ou a imunoterapias imunossupressoras utilizadas no transplante de órgãos, de uma forma mais eficaz.
 
Yuri Sykulev, um dos autores do estudo, refere que o novo teste, o CaFlux, é rápido, sensível e pode avaliar uma vasta gama de alvos antigénicos.
 
Apesar de já existirem testes para avaliar a força da resposta imune, alguns demoram cerca de dois dias e não são tão sensíveis quanto o CaFlux. O investigador explica que a rapidez (poucos minutos) do novo teste baseia-se na capacidade de detetar uma das primeiras alterações que uma célula imunitária sofre após reconhecer um alvo, a abertura dos canais de cálcio. 
 
O teste utiliza células imunitárias que podem responder assim como identificar alvos imunes, e que são posteriormente colocadas em contacto com potenciais antigénios. No caso de haver uma compatibilidade entre os dois intervenientes, estes ligam-se um ao outro. Esta ligação desencadeia a abertura dos canais de cálcio, que, por sua vez, ativa uma luz fluorescente nas células. A luz verde pode ser detetada com um microscópio e facilmente quantificável por um software de leitura de imagem. Quanto mais forte é o emparelhamento, mais cálcio flui na célula e mais brilhante é a cor verde. 
 
Este novo teste pode ajudar os cientistas a avaliar quantos linfócitos T respondem numa determinada amostra, assim como quão poderosa e rápida é a resposta de cada célula ao longo do tempo. Este tipo de informação pode prever com precisão a reação de um indivíduo a uma grande variedade de ameaças imunes, desde ataques virais ou bacterianos até alergénios.
 
Na opinião dos investigadores, este teste pode ser útil para o desenvolvimento de melhores vacinas, para a avaliação da potência das intervenções imunoterapêuticas e para ajudar a compreender a gravidade da doença e, consequentemente, o nível de adequado de intervenção.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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