Teste genético prevê êxito da FIV

Estudo publicado na revista “PLoS One”

21 janeiro 2011
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Um novo teste genético, desenvolvido por investigadores do Albert Einstein College of Medicine, EUA, é capaz de prever a probabilidade da fertilização in vitro (FIV) conduzir a uma gravidez bem sucedida, dá conta um estudo publicado na edição online da revista “PLoS One”.

 

O teste, realizado com amostras de sangue, é baseado na constatação de que diferentes subtipos do gene FMR1 (gene relacionado com o síndrome do X frágil) estão associados a probabilidades distintas das potenciais mães engravidarem através da FIV.

 

“Esta é a primeira evidência de que um gene específico possa estar directamente relacionado com os resultados da FIV” afirmou David Barad, um dos autores do estudo. "A nossa investigação sugere também que o gene FMR1, conhecido por prever a falência ovariana prematura, poderá antever em que idade a fertilidade da mulher vai começar a diminuir", acrescentou.

 

O estudo envolveu 339 mulheres inférteis, submetidas a um total de 455 ciclos de FIV. Os investigadores analisaram a relação entre três diferentes genótipos de FMR1, resultados da gravidez e os níveis de auto-imunidade. As mulheres com o genótipo FMR1 homozigótico tiveram uma taxa de gravidez de 38,6 %, e aquelas com os dois genótipos heterozigóticos tiveram uma taxa de gravidez de 31,7 % e 22,2 %, respectivamente.

 

O genótipo associado à menor taxa de gravidez foi também associado a uma maior auto-imunidade. As mulheres com este genótipo também apresentaram uma maior incidência da síndrome dos ovários poliquísticos, uma causa comum de infertilidade, que se pensa ter uma componente auto-imune.

 

"Estudos anteriores sugeriram que a auto-imunidade desempenha um papel na infertilidade", salientou Barad. Na opinião deste investigador, foi identificado “pela primeira vez um potencial mecanismo genético responsável por várias e diferentes ameaças à infertilidade."

 

O custo deste teste deverá ser baixo, em comparação a outros testes genéticos existentes, e apesar de ainda não estar disponível, os investigadores acreditam que os resultados obtidos neste estudo irão ter aplicabilidade clínica no futuro.

 

"Qualquer teste comprovado com valor preditivo para a fertilidade de uma mulher dará informação determinante em termos de planeamento familiar", acrescentou Barad. "Por exemplo, se uma mulher projectar ir para a faculdade de direito ou de medicina e descobrir que tem um certo risco de perder a função ovariana antes dos 35 anos, poderá optar por congelar os óvulos ou tentar ter filhos numa idade mais precoce, em vez de adiar " concluiu.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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