Teste genético pode ajudar a determinar viabilidade do parto

Estudo publicado na revista “BMC Medical Genomics”

02 novembro 2015
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A análise da expressão genética do líquido amniótico de uma mulher grávida pode ajudar os médicos a decidirem quando é seguro os bebés prematuros nascerem, dá conta um estudo publicado no “BMC Medical Genomics”.
 
Os investigadores do Centro Médico do Hospital Pediátrico de Cincinnati, nos EUA, identificaram uma forma de testar o ARN e assinaturas genéticas específicas no líquido amniótico para verificar se os pulmões do feto ou outros órgãos são suficientemente desenvolvidos para um parto seguro e viável.
 
No estudo os investigadores isolaram e caracterizaram o ARN do líquido amniótico em diferentes momentos da gravidez: entre as 18 e as 24 semanas; entre as 34 e 36 semanas e entre as 39 e as 40 semanas. A análise genética demonstrou que havia uma forte correlação com os diferentes tipos de células encontradas no ambiente intrauterino. Verificou-se que a presença de um tipo de ARN e a expressão de genes, em determinados momentos da gravidez, estava associada a características de imaturidade fetal, incluindo problemas respiratórios.
 
Os investigadores identificaram 257 genes com expressão alterada em fetos de pré-termo, entre 34 a 36 semanas de gravidez, comparativamente com os bebés de termo. Os investigadores associaram a expressão alterada destes genes nos fetos pré-termo a pulmões subdesenvolvidos, diminuição da massa magra do corpo e padrões de alimentação imaturos.
 
“Este estudo demonstra a fiabilidade de testar o líquido amniótico para identificar biomarcadores para a maturação dos órgãos fetais para que os obstetras tomem decisões relativamente aos nascimentos prematuros. Isto irá permitir que os pediatras e os neonatologistas se preparem para as várias morbidades neonatais que os bebés prematuros enfrentam, e permitir que os obstetras pesem melhor os riscos quando tomam decisões sobre o parto prematuro”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Beena Kamath-Rayne.
 
Os investigadores referem que estes resultados necessitam, no entanto, de ser comprovados em estudos de maior dimensão uma vez que este apenas envolveu 16 mulheres.
 
Os autores do estudo estão já a planear o desenvolvimento de um teste para a avaliar a maturidade fetal no sangue ou na urina de forma a evitar a amniocentese.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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