Teste ao sangue pode prever cancro da mama

Estudo publicado na revista “Metabolics”

17 abril 2015
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Uma equipa de investigadores dinamarqueses conseguiu desenvolver um método de prever o cancro da mama com base num teste metabólico ao sangue.
 
A Faculdade de Ciências da Universidade de Copenhaga, Dinamarca, em colaboração com a Sociedade Dinamarquesa para o Cancro, desenvolveu o novo método tendo por base uma abordagem usada pela ciência da alimentação em que são analisadas enormes quantidades de dados biológicos de forma holística e exploratória.
 
Para a investigação foi usado um estudo populacional que envolveu 57 mil pessoas, as quais foram seguidas durante 20 anos. Os participantes foram inicialmente observados em 1994-96, tendo na altura sido recolhidas amostras de sangue que foram preservadas em nitrogénio líquido.
 
A equipa de investigadores utilizou as amostras de sangue e outros dados de 400 mulheres, que eram saudáveis no início do estudo, mas que desenvolveram cancro da mama entre dois a sete anos mais tarde, e de outras 400 mulheres que não desenvolveram cancro da mama.
 
Os investigadores analisaram todos os compostos das amostras de sangue em vez de examinarem o significado de um biomarcador isolado em relação a uma doença em particular, como é muitas vezes praticado nas ciências médicas e da saúde. Este modelo não revela nada sobre a importância dos biomarcadores isolados em relação ao cancro da mama, mas sim a importância de um conjunto de biomarcadores e suas interações. 
 
“Quando uma enorme quantidade de medidas relevantes de muitos indivíduos é utilizada para avaliar riscos para a saúde – neste caso, o cancro da mama – consegue criar informação de muito boa qualidade. Quanto mais medidas tiver, melhor o modelo irá lidar com problemas complexos”, explica Rasmus Bro, docente de quimiometria no Departamento de Ciências da Alimentação da Universidade de Copenhaga.
 
O perfil metabólico do sangue revela as quantidades de todos os compostos do nosso sangue, o método utilizado neste projeto. Quando se está num estado pré-canceroso o padrão de processamento de certos compostos é alterado. 
 
Enquanto uma mamografia deteta cancro da mama que começou a desenvolver-se com uma sensibilidade de 75%, o novo perfil metabólico do sangue consegue prever o desenvolvimento de cancro da mama numa mulher nos dois a cinco anos seguintes, com uma sensibilidade de 80 por cento.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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