Teste ao sangue para pacientes com cancro colorretal

Estudo publicado na “Clinical Colorrectal Cancer”

27 março 2015
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Uma equipa de investigadores encontra-se a desenvolver um teste ao sangue para identificar os pacientes de cancro colorretal que poderão necessitar de mais quimioterapia intensiva.


O cancro colorretal, ou do cólon, é o segundo cancro mais mortífero na Europa. Esta doença é normalmente tratada com uma combinação de agentes quimioterápicos e os resultados podem ser melhorados com fármacos adicionais. No entanto este tipo de tratamento pode apresentar efeitos secundários mais intensos como a queda de cabelo, diarreia, baixa contagem de leucócitos e afetar o sistema nervosos periférico.


A equipa da Universidade de Manchester no Reino Unido utilizou a contagem de células tumorais em amostras de sangue de pacientes como forma de calcular quem poderia beneficiar mais de tratamento, evitando assim os efeitos colaterais da quimioterapia nos pacientes que não beneficiarão particularmente de mais tratamento.


“Aqui em Manchester estamos interessados em detetar células cancerígenas que se deslocaram do tumor do paciente e estejam a circular no seu sangue. Neste estudo queríamos verificar se o número de células tumorais numa amostra de sangue poderia estar associado à forma como os pacientes respondem à quimioterapia intensiva”, explica Caroline Dive, do Instituto de Manchester do Centro de Investigação do Cancro, pertencente à Universidade de Manchester, e coautora deste estudo.


Para o estudo, os investigadores analisaram pacientes com cancro colorretal em estado avançado que tinham recebido uma combinação de quatro fármacos. A equipa confirmou que os pacientes que tinham três ou mais células tumorais circulantes (CTC) nas suas amostras de sangue apresentavam uma hipótese de sobrevivência em geral mais baixa, em comparação com os pacientes com menos de três CTC.


Os investigadores apresentaram, igualmente, dados que sugeriam que os pacientes que apresentavam uma contagem mais elevada de CTC antes do tratamento podiam tirar maiores benefícios do regime de tratamento intensivo.


“Os nossos resultados iniciais sugerem que este teste poderá ser útil na seleção de pacientes e deveríamos agora validá-lo em ensaios mais alargados para os novos tratamentos para o cancro do cólon”, avança Mark Saunders Oncologista da Fundação Christie do serviço nacional de saúde inglês (NHS) e coautor do estudo.


Matt Krebs, docente na Universidade de Manchester, que também participou neste estudo, considera que “estes estudos são importantes para o desenvolvimento de uma abordagem terapêutica mais personalizada para os pacientes com cancro em que os pacientes recebem os tratamentos que melhores benefícios lhes poderão trazer”.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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