Teste ao sangue e saliva prevê recorrência de cancro oral associado ao HPV

Estudo publicado na revista “Otolaryngology-Head & Neck Surgery”

05 agosto 2014
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Investigadores americanos desenvolveram um teste de sangue e saliva que ajuda a prever a recorrência do cancro oral associada ao vírus do papiloma humano (VPH), dá conta um estudo publicado na revista “Otolaryngology-Head & Neck Surgery”.
 
Os pacientes com cancro da orofaringe associado ao HPV são habitualmente monitorizados a cada um a três meses, no primeiro ano após o diagnóstico. As recorrências são encontradas quando os pacientes apresentam úlceras, dor ou nódulos no pescoço. Contudo, os testes de imagem são pouco fiáveis na deteção precoce da recorrência do cancro e a localização de cancros orofaríngeos dificulta também a deteção de lesões.
 
Os investigadores referem que as taxas de sobrevivência para os pacientes com cancro oral associado ao HPV em estádio inicial são de 90% nos primeiros anos. Um estudo anterior constatou que mesmo após a recorrência, mais de 50% dos pacientes sobrevivem dois anos após a recorrência. Contudo, os novos testes desenvolvidos podem melhorar estas taxas. 
 
Neste estudo, os investigadores da Universidade de Johns Hopkins, nos EUA, analisaram amostras de sangue e saliva de 93 pacientes com cancro de orofaringe submetidos a cirurgia, radioterapia ou quimioterapia combinada com radiação. As amostras foram colhidas antes e após os tratamentos. Verificou-se que 81 pacientes tinham tumores positivos para o HPV.
 
Os testes ao sangue e à saliva foram realizados através de uma técnica que amplifica determinadas porções de ADN e mede a sua quantidade. O estudo apurou que o ADN do HPV detetado na saliva dos pacientes após o tratamento foi capaz de prever a recorrência em cerca de 20% dos casos. Através da análise do ADN do HPV no sangue dos pacientes foi possível prever a ocorrência de cancro em mais de 55% do casos. A análise do ADN do HPV em ambas as amostras após o tratamento previu a recorrência de 70% dos casos. 
 
Apesar de estes resultados serem encorajadores, um dos autores do estudo, Joseph Califano, refere que são necessários alguns ajustes para melhorar a deteção de possíveis recorrências, pois o HPV é altamente prevalente no organismo e “ainda não temos a certeza que os resultados dos nossos testes são específicos para o cancro e não são devidos a outras formas de infeção ou exposição ao HPV”. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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