Teste americano para Medicina

Exames de admissão à faculdade com nova filosofia

16 julho 2002
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O acesso aos concorridos cursos de Medicina vai passar a ser feito, em 2004, através de um prova fechada de escolha múltipla - estilo teste americano. Com 120 perguntas cuja resposta o aluno selecciona e assinala com uma cruz, o novo exame substituirá os actuais testes específicos de Química e Biologia e valerá 50 por cento da média de candidatura ao ensino superior.
 

 

Mais do que avaliar os conhecimentos daquelas duas disciplinas, a prova - única e de âmbito nacional - vai aferir a capacidade que o estudante tem de relacionar a matéria estudada, aplicando-a em situações concretas. Outro dos objectivos é permitir que um maior número de alunos se possam perfilar como candidatos aos cursos de Medicina: podem realizar o exame todos os estudantes que tiverem sido aprovados no ensino secundário. E como a prova vale metade da nota de entrada, o critério de selecção muda radicalmente e dá hipóteses a um contingente de estudantes diferente do habitual.
 

 

"As faculdades de Medicina do País concordaram com a prova. Só estão agastadas com o facto de apenas entrar em vigor em 2004", explicou ao DN o presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), Meira Soares. A vontade de mudança é grande, mas não chegou para fazer avançar a ideia de um teste vocacional ou de uma entrevista. "A ideia ainda não está madura, e levantaram-se logo várias vozes a clamar que as entrevistas seriam propícias à corrupção", lamenta Meira Soares.
 

 

Assim, optou-se por este teste, que será elaborado por uma comissão de professores de Medicina com base nas mesmas questões que são utilizadas nos Estados Unidos, em exames similares. Os docentes deverão estudar os programas curriculares de Química e Biologia do ensino secundário e dar-lhes um enquadramento prático. As 120 perguntas finais serão depois validadas pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE), o mesmo que controla o processo dos exames nacionais e das provas aferidas.
 

 

Veja mais no: Diário de Notícias
 

 

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