Testamento Vital desconhecido pela maioria dos portugueses

Estudo da Universidade Católica Portuguesa e APCP

29 junho 2015
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O Testamento Vital é apenas conhecido por um em cada 10 portugueses, revela um estudo Universidade Católica Portuguesa em parceria com a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP).
 

O primeiro Estudo de Perceção sobre o Testamento Vital, ao qual a agência Lusa teve acesso, inquiriu mais de mil portugueses e concluiu que 78% desconhecem o que é o Testamento Vital.
 

O estudo revelou também que dos 22% que afirmaram conhecer o Testamento vital, apenas 50,4% sabiam como o fazer e a quem recorrer, e só 1,4% já o realizou. Os inquiridos referiram ser os meios de comunicação social a principal fonte de transmissão de informação sobre este documento (66,2%), ao passo que os médicos de família (2,8%) e os enfermeiros (2,9%) representam valores muito mais baixos.
 

De acordo com Manuel Luís Capelas, estas conclusões apontam para “um significativo défice de conhecimento geral, tanto por parte da população, como dos próprios profissionais de saúde que não se deveriam demitir desta função”.
 

“É preciso relembrar que o Testamento Vital é um direito que assiste a todos os portugueses. Qualquer pessoa pode declarar as suas Diretivas Antecipadas de Vontade, que serão respeitadas quando não se está em condições cognitivas para uma tomada de decisão consciente”, acrescentou.
 

Manuel Luís Capelas refere ainda que a opção pela indicação de “não ser submetido a tratamento de suporte artificial das funções vitais” é influenciada pela região.
 

O testamento vital é um documento que permite a qualquer pessoa deixar expressas as suas Diretivas Antecipadas de Vontade, ou seja declarar por escrito a sua vontade quanto aos tratamentos que deseja ou não receber nos momentos em que já não esteja capaz de participar na decisão.
Entre as principais vantagens contam-se a pessoa poder ser respeitada na sua vontade, o direito à autodeterminação, a redução do impacto emocional da tomada de decisão pela família ou pelos profissionais de saúde e a preservação da dignidade humana no fim da vida.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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