Terapias com células estaminais promissoras para tratar o coração

Estudos apresentados no congresso anual do American College of Cardiology

27 março 2007
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Duas terapias experimentais que recorrem a células estaminais adultas revelaram-se promissoras para tratar o coração danificado por um Enfarte do Miocárdio, segundo dois estudos apresentados ao 56º congresso anual do American College of Cardiology (ACC), que hoje termina e que reúne cerca de 30 mil especialistas em Nova Orleães.
 

Um destes ensaios utilizou, pela primeira vez em Cardiologia, células estaminais da medula óssea, segundo o seu principal autor, Joshua Hare, da Faculdade de Medicina da University of Miami, na Florida.
 

 

O investigador conduziu este ensaio clínico em 53 pacientes nos dez dias que se seguiram aos seus Enfartes do Miocárdio. Tratados por via intravenosa com doses diferentes de células estaminais da medula óssea, mostraram "uma melhoria muito clara do funcionamento do seu sistema cardiovascular e dos seus pulmões" seis meses após o início do tratamento, em comparação com um grupo testemunha, que recebeu um placebo, sublinhou Hare.
 

 

O segundo estudo foi realizado por Nabil Dib, director da clínica de Terapia Celular Cardíaca do Arizona Heart Institute. Utilizou células estaminais musculares, conhecidas como mioblastos, recolhidas dos outros músculos do paciente, que implantou no interior das paredes do coração, nos locais afectados, com a ajuda de um cateter.
 

 

Os 23 pacientes envolvidos no estudo tinham o coração muito enfraquecido por um enfarte e em vias de se deteriorar, explicou o médico. Os 11 doentes a quem implantou até 600 milhões destas células estaminais (musculares) mostraram "uma melhoria nítida das suas funções cardíacas e da sua qualidade de vida" seis meses após este procedimento simples, que não exige sequer anestesia.
 

 

Fontes: Lusa e Imprensa Internacional
 

MNI-Médicos Na Internet

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