Terapia hormonal de substituição aumenta risco de cancro do ovário

Estudo publicado na revista “The Lancet”

18 fevereiro 2015
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A toma de terapia hormonal de substituição para a menopausa está associada a um aumento do risco de desenvolvimento de duas formas comuns do cancro do ovário, dá conta um estudo publicado na revista “The Lancet”.
 

A menopausa pode conduzir a uma diminuição significativa dos níveis de estrogénio e progesterona. Nestes casos, a terapia hormonal de substituição aumenta os níveis hormonais de forma a reduzir alguns sintomas da menopausa como afrontamentos, problemas urinários e desconforto vaginal.
 

Com base num ensaio clínico realizado em 2002, esta terapia foi questionada tendo sido sugerido um pequeno aumento do risco de cancro da mama cinco anos após a toma de terapia hormonal de substituição.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, fizeram uma revisão de 52 estudos epidemiológicos, que incluíram um total de 21.488 mulheres com cancro do ovário.
 

O estudo apurou que havia um risco aumentado de desenvolver cancro do ovário nas mulheres que estavam a tomar atualmente ou tinham tomado nos últimos cinco anos terapia hormonal de substituição. Apesar de o risco do cancro do ovário ter diminuído após a terapia ter sido interrompida, as mulheres que tinham sido submetidas à terapia hormonal de substituição durante pelo menos cinco anos continuavam a ter um maior risco de cancro do ovário dez anos mais tarde.
 

O aumento do risco deste tipo de cancro foi observado nas duas formas principais da terapia hormonal de substituição, ou seja, nas preparações que continham apenas estrogénio ou naquelas com estrogénio e progesterona. Fatores como idade do início da toma da terapia, hábitos tabágicos, histerectomia e antecedentes familiares de cancro não afetaram o aumento proporcional do cancro.
 

Contudo, o aumento do risco foi apenas verificado no cancro do ovário do tipo seroso e endometrióide. O risco de desenvolvimento das duas formas de cancro do ovário menos comuns não foi associado à toma de terapia hormonal de substituição.
 

De acordo com uma das autoras do estudo, Dame Valerie Beral, estes resultados têm implicações nas recomendações terapêuticas futuras.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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