Terapia génica reverte sintomas de Parkinson

Estudo publicado na “Lancet Neurology”

21 março 2011
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Uma nova terapia génica utilizada em pacientes com Parkinson consegue reduzir significativamente os sintomas desta doença, de acordo com um estudo que se encontra em fase 2 e foi publicado na revista “Lancet Neurology”.
 

A doença de Parkinson, que geralmente afecta pessoas com mais de 50 anos, é um distúrbio que compromete progressivamente as células do sistema nervosa central. Quando o quadro se agrava, os seus efeitos são visíveis e o doente apresenta nomeadamente rigidez muscular, tremores, diminuição da mobilidade e instabilidade postural. Apesar dos tratamentos utilizados serem na sua maioria eficazes contra os sintomas iniciais de Parkinson, com o avançar da doença muitos pacientes desenvolvem resistência e efeitos secundários ao tratamento. Uma alternativa ao tratamento é a estimulação eléctrica do cérebro, que exige o implante permanente de dispositivos.
 

Para este estudo, os investigadores liderados por Andrew Feigin, do The Feinstein Institute for Medical Research, em Nova Iorque, EUA, contaram com a participação de 45 indivíduos com sintomas moderados a avançados de doença. Metade dos pacientes foi submetida a terapia génica denominada por NLX-P101.
 

A terapia génica envolve a inserção de genes em células com objectivo de melhorar ou prevenir o desenvolvimento da doença. Neste estudo, os investigadores utilizaram o gene que codifica a enzima glutamato descarboxilase (DAG), que controla o principal neurotransmissor inibidor do sistema nervoso central, o ácido gama-aminobutírico (GABA). Este é conhecido por desempenhar um papel importante na regulação da excitabilidade neuronal sendo que a sua actividade e a quantidade estão diminuídas nos doentes com Parkinson, traduzindo-se nos problemas de movimentos debilitantes característicos desta doença.
 

O estudo revelou que metade dos pacientes que receberam a terapia apresentaram melhorias significativas nos sintomas em comparação com apenas 14% do grupo controlo. No geral, os pacientes submetidos a terapia génica tiveram uma melhoria de cerca de 23,1% na função motora, em comparação com os 12,7 % alcançados pelo grupo controlo. Esta melhoria apresentada pelos pacientes submetidos à terapia foi estaticamente significativa durante os seis meses em que decorreu o estudo.
 

De acordo com os autores do estudo estas são óptimas notícias para os indivíduos que sofrem de Parkinson. Acrescentando que este é um passo muito importante, o qual conseguiu trazer a terapia génica para o tratamento dos pacientes que sofrem de doenças cerebrais debilitantes.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

Era bom....!!!

Tenho 43 anos e sofro de "Parkinson". Oxalá aínda viesse a tempo de me reabilitar. Bom trabalho

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