Terapia genética poderá substituir anti-retrovirais no tratamento da SIDA

Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

19 fevereiro 2009
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A terapia genética combate o vírus HIV e, no futuro, poderá evitar a medicação anti-retroviral que os seropositivos são obrigados a tomar toda a vida, revela um estudo de fase 2 efectuado na University of California, em Los Angeles, EUA, e publicado na revista “Nature Medicine”.
 

 

A investigação, liderada por Ronald Mitsuyasu, teve como base de estudo 74 voluntários portadores do vírus da SIDA, que foram divididos em dois grupos.
 

 

Um grupo recebeu células-estaminais sanguíneas que continham uma sequência de ARN (ácido ribonucleico responsável pela síntese de proteínas da célula). Essa sequência de ARN, denominada pelos cientistas de “OZ1”, actua como uma enzima que ataca o ARN do HIV, impedindo-o de se multiplicar.
 

 

Os investigadores verificaram que o número de linfócitos T CD4+ (células que coordenam a defesa do organismo e que são destruídas pelo HIV) era maior no grupo ao qual foi administrada terapia genética entre as semanas 47 e 48 depois de iniciado o tratamento. Contudo, os dados do estudo revelam não ter havido reduções da carga viral nos pacientes.
 

 

De acordo com o trabalho, a "OZ1" mostrou-se eficaz e segura, não tendo provocado qualquer efeito secundário durante os testes, uma grande vantagem quando comparada com os efeitos secundários provocados pelos anti-retrovirais.
 

 

No artigo publicado na “Nature Medicine”, os cientistas referem que se trata do “maior avanço na área” e que poderá servir de base para o desenvolvimento de uma terapia convencional destinada ao tratamento da SIDA.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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