Terapia de substituição hormonal pode prevenir doença de Alzheimer

Medicamentos devem ser administrados, pelo menos, durante 10 anos, indica estudo

07 novembro 2002
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A terapia de substituição hormonal seguida durante a menopausa pode ajudar a prevenir a doença de Alzheimer quando os medicamentos são administrados durante um período de, pelo menos, dez anos, segundo cientistas norte-americanos.
 

 

Um estudo preliminar publicado na edição desta semana da revista Journal of the American Medical Association sugere que a terapia pode ser eficaz para a prevenção primária da doença, mas não para o seu tratamento.
 

 

Algumas investigações recentes consideram que essa terapia não é segura nem contribui para prevenir o desenvolvimento da Alzheimer, uma doença que se caracteriza pela degeneração das células cerebrais, o que provoca a perda progressiva ou imediata da memória.
 

 

O tratamento de substituição hormonal usa uma combinação de estrogénio e progesterona, sendo bastante popular entre milhões de mulheres que procuram alívio para sintomas da menopausa como afrontamentos e mudanças repentinas de humor.
 

Também é administrado para diminuir o risco de doenças cardíacas e prevenir a osteoporose.
 

 

No entanto, o governo norte-americano aumentou os níveis de prevenção do uso dos medicamentos PremPro e Premarin, as hormonas para a terapia de substituição usadas durante um estudo difundido em Julho.
 

 

O estudo aumentou as dúvidas sobre a terapia de substituição hormonal na etapa pós-menopausa, ao indicar que aumentava o risco de doenças cardíacas e cancro do peito após cinco anos de utilização.
 

 

Nova teoria
 

 

No trabalho divulgado terça-feira, Peter Zandi da Universidade John Hopkins de Baltimore (Maryland) e os seus colegas que participaram no estudo, afirmam que examinaram 1.889 mulheres da terceira idade do condado de Cache (Utah), entre 1995 até 2000, o que lhes permite sustentar a sua teoria.
 

 

Durante as suas observações, descobriram que as mulheres que usaram estes medicamentos para a substituição hormonal pelo menos durante dez anos registaram 2,5 vezes menos probabilidades de desenvolver Alzheimer do que as que jamais os consumiram.
 

 

O estudo, patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde, contou com a participação de cientistas da Administração de Veteranos, do sistema Puget de Saúde de Washington, das Universidade Duke da Carolina do Norte e de Washington, e do Banner Health de Fénix (Arizona).
 

 

Num comentário publicado na mesma revista médica, Victor Henderson, do departamento de Ciências Médicas da Universidade do Arkansas, sublinha que os dados científicos actuais sobre este estudo são insuficientes para demonstrar que a terapia de hormonas previne a doença de Alzheimer.
 

 

Fonte: Lusa
 

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