Terapia de substituição hormonal pode aumentar risco de cancro do ovário

Estudo da Universidade de Oxford

16 novembro 2010
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A terapia de substituição hormonal usada para tratar a sintomatologia da menopausa pode aumentar o risco de cancro do ovário, segundo um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que foi tornado público durante a Cancer Prevention Research Conference que se realizou na semana passada nos EUA.

 

Os autores sugerem que as mulheres assinaladas para fazer em terapia hormonal devem ser avisadas sobre o possível aumento do risco de cancro do ovário. "Este estudo é consistente com as recomendações prévias, que indicam que se as mulheres vão tomar hormonas devem realizar o tratamento apenas a curto prazo", disse o líder da investigação, Konstantinos Tsilidis, em comunicado enviado à imprensa.

 

A equipa de Tsilidis analisou a Investigação Prospectiva Europeia sobre Cancro e Nutrição, que incluiu 126.920 mulheres, das quais 424 foram diagnosticadas com cancro do ovário durante 9 anos de seguimento. Embora o uso de terapia hormonal no passado não tivesse sido associado com um risco aumentado, o uso actual da terapia foi relacionado com um risco aumentado de cancro do ovário por volta de 29%.

 

Segundo os investigadores, os níveis de risco não diferiram com o tipo de terapia hormonal utilizada, estrogénio ou estrogénio com progesterona, os componentes específicos dos tratamentos, regimes ou vias de administração ou a histologia do cancro do ovário.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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