Terapia de substituição hormonal aumenta risco de cancro da mama

Estudo publicado na “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”

15 agosto 2010
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As mulheres que tomam estrogénio, como parte da terapia hormonal de substituição, apresentam um risco maior de sofrer de cancro da mama, sugere um estudo publicado no “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”.
 

Para este estudo, os investigadores da University of Southern California, EUA, acompanharam, durante 10 anos, 2.857 mulheres que faziam terapia hormonal de substituição. No final deste período, os cientistas constataram que 19% das mulheres que tomavam estrogénio há mais de 15 anos apresentavam maior risco de desenvolver cancro da mama do que aquelas que nunca se tinham submetido a esta terapia. .
 

O estudo também revelou que as mulheres submetidas a terapia combinada de estrogénio e progestagénio há mais de 15 anos tinham um risco maior de 83%.
 

Por outro lado, os investigadores verificaram que o risco de desenvolvimento de cancro da mama era também dependente do índice de massa corporal. As mulheres que tinham um IMC inferior a 30 e que faziam terapia hormonal de substituição apresentavam um risco maior de sofrer cancro da mama. O risco mais elevado foi detectado em mulheres com um IMC inferior a 25. Curiosamente, as mulheres obesas, com índice de massa corporal igual ou superior a 30, não apresentavam um risco maior.
 

O estudo também demonstrou que o risco de cancro da mama estava limitado aos tumores com receptores de estrogénio e progestagénio positivos.
 

Em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Tanmai Saxena, revela que “os benefícios da terapia hormonal utilizada para o alívio dos sintomas da menopausa nas mulheres são evidentes, mas os riscos são mais complicados do que tínhamos inicialmente pensado.”
 

No entanto, por agora, a mensagem de saúde pública deverá permanecer igual: há um maior risco de desenvolvimento de cancro da mama com o uso da terapia hormonal de substituição. Novos estudos poderão esclarecer quão específico é este risco, refere o editor sénior do “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

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