Terapia com oxigénio aumenta níveis de energia em doentes com apneia

Estudo publicado na revista “Sleep”

05 janeiro 2011
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A terapia de pressão positiva contínua das vias aéreas (CPAP, na sigla em inglês) reduz o cansaço e aumenta a energia nos pacientes que sofrem de apneia obstrutiva do sono, segundo revela um estudo da San Diego State University e da University of California, EUA, publicada na revista "Sleep".

 

O tratamento de eleição para a apneia obstrutiva do sono é a CPAP, que fornece um fluxo contínuo de ar através de uma máscara, usada durante o sono. Grande parte dos pacientes com apneia obstrutiva do sono dizem sentir-se muito bem depois de iniciar a CPAP. Este estudo fornece provas objectivas que apoiam estes relatos e mostram que três semanas de CPAP reduz a fadiga e aumenta os níveis de energia nestes pacientes.

 

Para o estudo, os investigadores estudaram 59 adultos, com uma média etária de 48 anos, seleccionados, de forma aleatória, para iniciarem tratamento CPAP ou com um tratamento placebo. Os níveis de energia que os pacientes afirmaram sentir aumentou após três semanas de terapia CPAP e a pontuação média na subescala de vigor-actividade, no perfil dos Estados de Humor, aumentou significativamente de 14,28 para 16,52. Nos pacientes que seguiram um tratamento com placebo não foram observadas alterações nos estados de fadiga e de energia.

 

Segundo explicou, em comunicado de imprensa, a líder da investigação, Lianne Tomfohr, "este é um dos primeiros estudos duplo-cego sobre os efeitos da CPAP sobre a fadiga. Estes resultados são importantes, pois destacam que os pacientes que cumprem com a terapia CPAP podem encontrar alívio e experimentar aumentos nos níveis de energia e de resistência, após um tratamento relativamente curto. "

 

Uma análise posterior revelou ainda que a CPAP parecia especialmente benéfica para os participantes que estavam excessivamente cansados ou sonolentos antes do tratamento. A terapia CPAP reduziu significativamente a sonolência diurna nesse grupo de pacientes e a pontuação média, na Escala de Sonolência Epworth, diminuiu de 13,0 no início para 8,9 após o tratamento.

 

Segundo os autores, os mecanismos subjacentes às mudanças observadas na fadiga não são claros e especulam que a CPAP possa ter impacto nos pacientes com apneia do sono ao reduzir a inflamação, indicando que o aumento dos marcadores inflamatórios nestes pacientes seja o principal responsável do cansaço elevado.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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