Terapia com hélio e oxigénio ajuda crianças com bronquiolite

Estudo publicado nos “Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine”

21 dezembro 2011
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Os bebés com bronquiolite atendidos nas urgências hospitalares melhoram mais rapidamente se receberem hélio e oxigénio do que se lhes for administrado apenas oxigénio, aponta um estudo publicado por uma equipa norte-americana nos “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine”.

 


"Os resultados sugerem que a combinação de hélio e oxigénio pode tornar-se uma terapia adjuvante para o tratamento da bronquiolite severa", disse, em comunicado, o líder da equipa, K. Kim, do Hospital Infantil Kosair, no Kentucky, EUA.

 

O estudo teve como objectivo testar se a combinação de hélio e de oxigénio melhorava o fluxo de gases nas vias aéreas resistentes. O objectivo era comparar a eficácia da terapia conjunta com a oxigenoterapia simples em bebés com bronquiolite, primeiro para administrar epinefrina racémica nebulizada e, em seguida, dentro de uma terapia inalatória.

 

A equipa recrutou 69 crianças entre os dois e os 12 meses, com uma pontuação de três ou mais pontos na escala modificada de Wood ou M-WCAS, nas siglas em Inglês.

 

Depois de uma primeira administração do broncodilatador salbutamol nebulizado com oxigénio a 100%, os pacientes receberam aleatoriamente epinefrina racémica via oxigénio a 100% ou uma combinação de hélio a 70% e oxigénio a 30% por uma cânula nasal de fluxo elevado.

 

Caso fosse necessário, os pacientes recebiam uma segunda dose de epinefrina após uma hora, caso contrário, continuaram o tratamento com a terapia inalável com gás.

 

O resultado apresentou uma variação média da pontuação na escala M-WCAS durante 240 minutos. Os valores diminuíram 1,84 pontos no grupo tratado com hélio e oxigénio e apenas 0,31 no grupo tratado com o oxigénio (grupo de controlo).

 

Enquanto a pontuação média na escala M-WCAS foi ligeiramente superior no grupo tratado com hélio e oxigénio no início do tratamento, foi significativamente melhor no grupo de controlo durante o resto das avaliações, de acordo com o estudo, divulgado em comunicado de imprensa.

 

"O estudo revelou melhoras no curto prazo, estatística e clinica, significativas num pequeno grupo de pacientes com bronquiolite versus um grupo de controlo", de acordo com a equipa.

 

Agora, há que continuar a investigação, usando "dados mais amplos de resultados clínicos a curto prazo, incluindo a duração da hospitalização, taxas de internamento e as complicações."

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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