Terapia com estrogénio associada a cálculos renais

Estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”

19 outubro 2010
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A terapia com estrogénio foi associada com um risco aumentado de cálculos renais, vulgarmente conhecidos por pedra nos rins, em mulheres na fase pós-menopausa, revela um estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”.

 

De acordo com o comunicado de imprensa, a nefrolitíase [pedras nos rins] é uma condição comum que afecta entre 5 a 7% das mulheres na fase pós-menopaúsica nos EUA. "Como o processo de formação da pedra nos rins é influenciado por uma variedade de factores, nomeadamente o estilo de vida, o verdadeiro impacto da terapia com estrogénio sobre o risco de formação de cálculos renais é difícil inferir a partir de estudos observacionais", refere a mesma nota de imprensa.

 

A investigação inclui mais de dez mil mulheres na pós-menopausa, submetidas a histerectomia e tratadas com estrogénio ou placebo, e 16.600 não submetidas a cirurgia e tratadas com estrogénio e progestagénio ou placebo. O acompanhamento das mulheres decorreu ao longo de sete anos.

 

No grupo de tratamento foram identificadas 335 casos de pessoas com cálculos renais, enquanto no grupo placebo foram diagnosticadas 284. As características demográficas e os factores de risco para a formação de cálculos renais foram semelhantes nos dois grupos, mas os autores descobriram que a terapia com estrógenio foi associada a um aumento significativo no risco da patologia. A taxa de incidência anual para cada 10 mil mulheres foi de 39 no grupo tratamento e 34 no grupo que tomou placebo.

 

O desenvolvimento de pedras nos rins foi cinco vezes mais comum nas mulheres com histórico da doença no início do estudo, mas, o risco não foi significativamente alterado pela terapia com estrogénio. O ensaio mostrou ainda que a terapia com estrogénio aumentava o risco de desenvolvimento de cálculos renais, independentemente da idade, etnia, índice de massa corporal, uso de terapia hormonal prévia ou consumo de diuréticos ou de café.

 

Os autores concluíram que os dados "indicam que a terapia com estrogénio aumenta o risco de nefrolitíase em mulheres pós-menopáusicas saudáveis. Os mecanismos subjacentes a esta maior propensão continuam por esclarecer. Mas, tendo em vista a considerável prevalência de nefrolitíase neste segmento da população, é bom (que os médicos) os considerem no processo de tomada de decisões sobre o uso de estrogénio após a menopausa. "

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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