Terapia com células mãe regenera coração sem intervenção cirúrgica
18 janeiro 2002
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Uma equipa do Hospital Geral de Viena conseguiu, pela primeira vez no mundo, aplicar uma terapia de células mãe sem intervenção cirúrgica num paciente acometido de enfarte cardíaco grave, foi hoje anunciado.
 

 

Ao contrário de uma outra operação realizada no mesmo hospital há cerca de três meses, desta vez a equipa médica evitou o bisturi, servindo-se apenas de um catéter para injectar as células mãe.
 

 

Segundo explicaram hoje os especialistas, as células mãe provenientes da medula óssea e que se encontram, ainda que em número reduzido, no sangue do paciente, estão em condições de formar novas células para recompor vasos sanguíneos e fortalecer o músculo cardíaco.
 

 

A operação permitiu provar que as injecções de células mãe efectuadas com precisão na zona marginal do enfarte conduzem a uma regeneração do músculo danificado do coração.
 

 

Injecções de células-mãe
 

 

Há três dias, um paciente de 57 anos recebeu, oito semanas depois de um enfarte grave e sem anestesia geral, injecções de células mãe que, segundo se espera, provocarão o crescimento de vasos sanguíneos e o restabelecimento do rendimento muscular.
 

 

O revolucionário deste caso é que, ao contrário da intervenção levada a cabo em Outubro pela mesma equipa, não foi necessário abrir o tórax do paciente, graças ao procedimento técnico denominado por NOGA-Mapping.
 

 

Segundo este método, numa reconstrução tridimensional do ventrículo esquerdo feita através de uma sonda mede-se em 200 pontos a actividade eléctrica e mecânica do coração, e de acordo com estas medições são injectadas as células mãe nas áreas afectadas.
 

 

O procedimento serve para registar a actividade dos músculos e seleccionar aqueles que, apesar de estarem prejudicados pelo enfarte, não estão totalmente inactivos, já que emitem impulsos eléctricos, estando aptos para uma reanimação.
 

 

Mais umas semanas
 

 

Para apreciar os resultados da intervenção é necessário agora esperar algumas semanas, mas as experiências feitas na paciente operada em Outubro permitem confiar no crescimento de novos vasos sanguíneos, intensificando o fluxo sanguíneo.
 

 

Anteriores a estes triunfos são os trabalhos de Alfred Kocher, médico da secção de cirurgia cardíaca do Hospital Geral de Viena, que provou em animais o efeito da terapia com células mãe durante experiências efectuadas na Universidade de Columbia, Estados Unidos.
 

 

Segundo Kocher, durante muitos anos de investigação, grande parte realizada no Hospital Geral de Viena, foi possível detectar os angioblastos, uma espécie de células mãe contidas no sangue humano que se revelam aptas para este tipo de tratamento.
 

 

Kocher foi o primeiro a demonstrar que injecções destas células podem regenerar o músculo cardíaco dos pacientes afectados por um enfarte.
 

 

Fonte: Lusa
 

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