Terapia cognitiva eficaz para evitar recaída de depressão

Estudo publicado na revista científica “The Lancet”

23 abril 2015
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A Terapia Cognitiva Baseada na Atenção Plena oferece o mesmo índice de proteção contra recorrência da depressão que os antidepressivos, indica um novo estudo.
 
O objetivo da Terapia Cognitiva Baseada na Atenção Plena ou mindfulness-based cognitive therapy (MBCT) consiste em ensinar ao paciente competências que lhe permitam identificar e responder de forma construtiva a pensamentos e sentimentos associados à depressão.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 242 adultos que estavam com uma recaída de depressão grave. Os participantes foram aleatoriamente divididos em dois grupos: um que continuou a tomar a medicação e outro que deixou a medicação aos poucos e recebeu MBCT.
 
O grupo de MBCT frequentou oito sessões de grupo com uma duração de duas horas e meia cada, com trabalhos de casa diários. Os participantes daquele grupo tiveram também a opção de ir a quatro sessões de acompanhamento durante o período de um ano. 
 
Os participantes de ambos os grupos foram submetidos a avaliações regulares durante um período de acompanhamento de dois anos através de uma ferramenta de entrevista para diagnóstico psiquiátrico.
 
Os investigadores apuraram que 44% dos participantes do grupo de MBCT e 47% dos participantes a tomarem medicamentos antidepressivos sofreram uma recaída durante o período de acompanhamento.
 
O autor principal do estudo, Willem Kyuken, docente de psicologia clínica na Universidade de Oxford, Reino Unido, adianta que “a depressão é uma doença recorrente. Sem um tratamento contínuo quatro em cinco pessoas irão a dada altura ter uma recaída”. Os medicamentos antidepressivos são atualmente o tratamento principal de prevenção de recaídas, reduzindo em cerca de dois terços a possibilidade de recaída se tomados corretamente.
 
“No entanto, existem muitas pessoas que, por várias razões, são incapazes de se manterem a tomar medicação para a depressão. Adicionalmente, muitas pessoas não desejam continuar a tomar medicação por períodos indefinidos de tempo ou não conseguem tolerar os efeitos secundários da mesma”, explica Richard Byng, da Universidade de Plymouth, Reino Unido.
 
“Embora este estudo não demonstre que a Terapia Cognitiva Baseada na Atenção Plena funcione melhor que a medicação antidepressiva de manutenção na redução dos índices de recaída da depressão, achamos que estes resultados sugerem uma nova escolha para os milhões de pessoas com depressão recorrente que estão a tomar medicação continuamente”, conclui Willem Kyuken
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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