Terapia celular em grande escala

Investigadores querem desenvolver tratamentos contra a insuficiência cardíaca

30 julho 2002
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A rede pública de hospitais de Paris e a empresa norte- americana Genzyme anunciaram o lançamento de um ensaio de terapia celular em larga escala com o objectivo de desenvolver tratamentos contra a insuficiência cardíaca grave.
 

 

Esta experiência, que vai decorrer na Europa e América do Norte, envolverá cerca de 300 doentes e deriva do sucesso do primeiro ensaio mundial conduzido em França em 10 doentes.
 

 

A técnica consiste em retirar células do músculo da coxa do doente capazes de regenerar novas células musculares.
 

 

Estas células são depois cultivadas e re-injectadas directamente nas zonas do coração irreversivelmente destruídas pela doença cardíaca.
 

 

Dos dez doentes que, até hoje, beneficiaram desta técnica, nove estão de boa saúde e um morreu devido a acidente vascular cerebral, indicou hoje em conferência de imprensa Philippe Menasché, cirurgião-cardíaco do hospital Georges Pompidou, em Paris, responsável pelas operações efectuadas.
 

 

"Este programa terapêutico do coração é o mais importante do mundo e a insuficiência cardíaca é a doença mais custosa na Europa e Estados Unidos", sublinhou Duke Collier, presidente da Genzyme, uma das cinco primeiras empresas de biotecnologia do mundo.
 

 

Mais de 20 milhões de pessoas sofrem de insuficiência cardíaca em todo o mundo e, em metade dos casos, esta doença dá origem a enfartes de miocárdio que provocam uma necrose (morte dos tecidos) mais ou menos alargada do músculo cardíaco.
 

 

É precisamente por as células do coração não possuírem capacidades de regeneração que os investigadores e os cardiologistas tiveram a ideia de utilizar outras células saudáveis, capazes de voltar a dar vida à parte do coração lesada.
 

 

Este tratamento, ainda experimental, não vai provavelmente substituir o transplante cardíaco mas pode ser indicado para os casos em que esta intervenção já não é possível.
 

 

Fonte: Lusa
 

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