Terapia anti-retroviral para o HIV associada a menor taxa de suicídio

Estudo publicado no “American Journal of Psychiatry”

22 dezembro 2009
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O número de suicídios entre os seropositivos na Suíça diminuiu após ter sido implementada, em 1996, uma política de saúde altamente activa no acesso à terapia anti-retroviral, aponta um estudo publicado no “American Journal of Psychiatry”.

 

Apesar desta redução, a taxa de suicídio entre os infectados com o HIV na Suíça continua a ser muito superior à da população em geral, de acordo com a autora do estudo, Olivia Keizer, da Universidade de Berna, em comunicado enviado à imprensa.

 

O estudo também concluiu que a maioria das pessoas portadoras de HIV que cometeram suicídio tinha sido diagnosticada com uma doença mental. Por isso, a investigação de Olivia Keizer reforça o alerta para o problema da falta de atenção em relação à saúde mental dos seropositivos. "A terapia anti-retroviral não é uma cura", refere a investigadora, acrescentando que "embora se tenha verificado uma redução do suicídio e da doença mental entre os pacientes (sem tratamento psicológico), estes pacientes precisam de maior acesso ao tratamento medicamentoso e psicológico”.

 

O declínio das taxas de suicídio após a introdução da terapia anti-retroviral foi associado a melhorias no sistema imunitário, dado que a medicação aumenta a contagem das linfócitos TCD4.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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