Terapia anti-retroviral em crianças e jovens e aumento dos níveis de colesterol

Estudo publicado na revista “AIDS”

12 maio 2009
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Um estudo publicado na revista “AIDS” alerta para o facto de as crianças e adolescentes seropositivos, em tratamento anti-retroviral, apresentarem problemas relacionados com os níveis de colesterol.

 

No estudo foram avaliadas pessoas com idades entre os sete e os 24 anos que efectuavam terapia anti-retroviral a longo prazo: 161 tomavam um inibidor de protéase e 79, outro tratamento anti-retroviral.

 

O grupo de controlo era integrado por 146 seronegativos para o vírus da imunodeficiência humana (VIH), da mesma idade e sexo.

 

Os resultados mostraram que os seropositivos apresentavam, em média, menor peso, altura e índice de massa corporal (IMC) do que as crianças e jovens pertencentes ao grupo de controlo. Contudo, apesar destes dados, os participantes seropositivos apresentaram uma maior prevalência de problemas relacionados com os níveis de colesterol.

 

Segundo o estudo, 29% dos seropositivos tinham colesterol total acima de 200 mg/dL, contra 10% dos jovens VIH negativos; 19% apresentavam níveis altos de “mau” colesterol (LDL), versus 6% nos participantes do grupo de controlo; e 10% tinham níveis baixos do “bom” colesterol (HDL), versus 4% nos jovens não infectados.

 

De acordo com o estudo, a terapia anti-retroviral reduz a taxa de mortalidade nos infectados, mas pode ter efeitos secundários a nível metabólico. Os autores recomendam, por isso, que esta população integre no seu dia-a-dia exercício e alimentação equilibrada.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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