Ter primeiro filho numa idade avançada não aumenta risco de depressão pós parto

Estudo publicado na revista “Fertility and Sterility”

07 dezembro 2011
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As mulheres que têm o primeiro filho numa idade avançada não correm um risco maior de desenvolverem depressão pós-parto, comparativamente às mulheres mais jovens, segundo um estudo australiano realizado com mais de 500 mães.

 

Investigadores liderados por Catherine McMahon, da Macquarie University, na Austrália, verificaram que as mulheres com 37 anos ou mais, que tiveram o primeiro filho, não eram mais propensas a desenvolver depressão pós-parto do que as mães mais jovens, independentemente de terem engravidado naturalmente ou com recurso a tratamento.

 

“Debate-se muito acerca das mães mais velhas nos meios de comunicação social. Há muitos mitos e poucos dados empíricos”, sublinhou McMahon, professora de Psicologia.

 

Por exemplo, existe a ideia de que as mães com idade avançada apresentam mais dificuldade em adaptar-se à maternidade por estarem há mais tempo envolvidas no mercado de trabalho ou que lidam pior com as alterações do estilo de vida associadas à chegada de um bebé.

 

“Não existe evidência científica para sustentar estas especulações”, afirmou McMahon, embora alerte que as mães mais velhas correm um risco maior de sofrer complicações durante a gravidez e que essas complicações estão associadas à possibilidade de desenvolverem depressão pós-parto.

 

Neste estudo, publicado na revista “Fertility and Sterility”, a equipa de McMahon acompanhou 266 mulheres que tinham engravidado naturalmente e 275 que se tinham submetido a tratamentos de fertilidade.

 

Todas as mulheres responderam a questionários durante o terceiro mês de gestação e fizeram uma entrevista de diagnóstico para detectar sintomas depressivos quando os seus bebés tinham quatro meses de vida.

 

Em geral, 8% das mulheres apresentavam sintomas importantes de depressão, sendo este o nível mínimo que se observa entre as recém-mamãs, indicaram os especialistas. Neste estudo, 180 mulheres tinham 37 anos ou mais.

 

Catherine McMahon afirma que, para futuras investigações, ficará a análise de alguns aspectos, como por exemplo perceber se atravessar a menopausa enquanto se cuida de um filho pequeno representa um desafio para as mulheres.

 

“Existe evidência científica considerável de que a vulnerabilidade à depressão é maior nas mulheres de meia-idade”, sublinhou a autora, referindo que também seria interessante ver como se sentem as mães mais velhas quando regressam ao trabalho, assim como observar o bem-estar psicológico das mulheres que adiam a maternidade e que depois não conseguem conceber.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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