Teoria da Dignidade para doentes terminais

Especialista canadiano defende estimulação da auto-estima

27 julho 2007
  |  Partilhar:

 

Os doentes em fase terminal devem ser estimulados a melhorar a sua auto-estima, para que nunca deixem de se sentir importantes como pessoas, defendeu o especialista canadiano Harvey Chochinov, autor da "Teoria da Dignidade" ("Dignity Psychotherapy" e "Palliative Care Dignity Inventory").  

 

"O que se pretende não é fazer parecer que a morte é fácil ou que não é uma coisa triste. O importante é que as pessoas percebam que ainda contam", frisou o especialista, em declarações à Lusa.  

 

Harvey Chochinov, director da Manitoba Palliative Care Research, Canadá, "muitas vezes, os profissionais de saúde concentram-se na cura, naquilo que pode ser feito, mas a medicina também inclui fazer as pessoas pensar que contam".  

 

Nesse sentido, salientou que "a Terapia da Dignidade pretende ajudar os profissionais de saúde a entenderem melhor como podem prestar cuidados de saúde a pessoas que estão no fim da vida".  

 

"Há pessoas que pensam que a dignidade é uma forma de dar direitos aos doentes terminais, como o direito de acabar a vida na altura que escolherem, mas nós usamos a dignidade de uma forma clínica, enquanto filosofia de cuidados", afirmou o especialista que é professor e investigador na University of Manitoba.  

 

A "Teoria da Dignidade" visa recuperar a dignidade do doente, valorizando a sua memória do passado, para que perceba melhor o sentido da vida, o que lhe permite reduzir o sentimento de impotência face à doença, combater a perda de identidade no meio hospitalar e deixar de se sentir um peso para a família. A terapia tem uma taxa de sucesso de 91% nos pacientes em que foi aplicada, aumentando a sua auto-estima na fase final da vida.  

 

Fonte: Lusa  

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 1 Comentar