Tendência de diminuição da mortalidade mantém-se desde os anos 80

Projecção demográfica da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

22 outubro 2008
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A idade média da população portuguesa vai continuar a subir um ano em cada cinco. Esta é uma das conclusões de uma projecção demográfica da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN).
 

 

Segundo o presidente da APFN, estas projecções são baseadas nos números mais recentes, dados que "mostram que Portugal está a bater recordes no sentido negativo". Fernando Ribeiro e Castro lembra que em 2007, pela primeira vez desde a gripe pneumónica (1918/1919), houve mais mortes do que nascimentos.
 

 

A tendência de diminuição da natalidade é visível desde os anos 80 e continua a agravar-se: em 2006 a taxa de fertilidade era de 1,36 (filhos por mulher); no ano passado atingiu o valor mais baixo de sempre - 1,33, muito aquém dos 2,1 necessários para assegurar a substituição de gerações.
 

 

Em declarações ao jornal “Diário de Notícias”, Fernando Ribeiro e Castro, há estudos que dizem que o número médio de filhos desejados é exactamente de 2,1. Assim, "não são necessárias medidas natalistas, apenas substituir a política antinatalista dos últimos 30 anos por uma que permita às famílias terem os filhos que querem", conclui. Como exemplo cita o facto de um divorciado poder descontar "até seis mil euros de despesas em pensão de alimentos por cada filho a cargo, no IRS."
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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