Tempos de reanimação mais longos podem ser benéficos

Estudo publicado na revista “The Lancet”

07 setembro 2012
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Investigadores americanos sugerem que a prolongação dos esforços de reanimação pode ser benéfica para alguns pacientes, dá conta um estudo publicado na “The Lancet”.

 

Todos anos, cerca de 20.000 pacientes hospitalizados sofrem uma paragem cardíaca com apenas 20% a sobreviver até ao momento da alta. Para o líder do estudo, Zachary D. Goldberge, não é estranho que existam variações respeitantes ao tempo de duração das tentativas de reanimação entre os hospitais, dado que não existem regras rígidas para como proceder perante estes casos. 

 

A maioria dos pacientes que entra em paragem cardíaca é reanimada com sucesso após um curto período de tempo, em média cerca de 12 minutos. Contudo, alguns profissionais de saúde mostram-se relutantes a realizar tentativas mais longas, que podem ter um período de duração de cerca de 30 minutos ou mais, pois na sua opinião após um tão longo período o prognóstico é pobre.

 

No entanto, os investigadores da University of Washington, nos EUA, verificaram que para alguns dos pacientes a reanimação só eram bem-sucedida após 30 minutos ou mais. Foi também verificado que os pacientes que tiverem um período de reanimação mais longo não apresentaram uma pior função neurológica no momento da alta.

 

Para chegar a esta conclusão os investigadores analisaram os dados de mais de 64.000 pacientes que entraram em paragem cardíaca entre 2000 e 2008. Foi constatado que apesar de a maioria dos pacientes necessitar de um período de reanimação curto, 15 por cento dos pacientes que sobreviveram necessitaram de pelo menos 30 minutos para que o seu coração voltasse de novo a funcionar.

 

Apesar dos resultados deste estudo sugerirem que devem ser considerados, pelos profissionais de saúde, períodos mais longos de reanimação, para os autores do estudo esta é só uma parte do que é necessário ter em conta durante um processo de reanimação.

 

“Queremos enfatizar que o nosso estudo não identificou uma duração ótima para a reanimação”, referiu, em comunicado de imprensa, Zachary D. Goldberge.

 

"A duração da ressuscitação ideal de qualquer paciente continuará a ser uma decisão que se baseia numa avaliação clínica cuidadosa. No entanto, acreditamos que estes resultados podem ajudar a melhorar o processo de reanimação, acrescentou o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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