Temperatura do nariz dificulta propagação do vírus da gripe das aves

Estudo publicado no “PLoS Pathogens”

15 junho 2009
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A gripe das aves não se transformou numa maior ameaça à saúde humana mundial devido ao facto de o nariz humano ser demasiado frio para o vírus se disseminar, revela um estudo publicado na revista especializada “PLoS Pathogens”.

 

Investigadores britânicos do Imperial College London recriaram o ambiente do interior do nariz humano e descobriram que, a 32 ºC (temperatura média dentro do nariz), o vírus da gripe das aves não se consegue disseminar.

 

De acordo com o estudo, é provável que o vírus se tenha adaptado para viver em ambientes com temperaturas de 40 ºC, as temperaturas encontradas nos intestinos das aves. Seria, então, esta a temperatura necessária para existir a mutação que conduziria a uma maior ameaça para os humanos.

 

Segundo a líder da investigação, Wendy Barclay, citada pelo sítio HealthDay, os resultados deste novo estudo poderão ajudar, no futuro, a aprender a detectar sinais em vírus que comecem a passar por mudanças genéticas que possibilitem a infecção em humanos. E exemplifica: "os vírus animais que se espalham bem em temperaturas baixas (...) podem ter uma maior probabilidade de causar a próxima pandemia".

 

Wendy Barclay disse ainda que o vírus da gripe suína, o influenza A (H1N1), que se propaga de pessoa para pessoa através das vias respiratórias superiores, provavelmente é um exemplo de um vírus que se adaptou para enfrentar as temperaturas mais baixas no nariz.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

 

 

 

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