Televisão associada a comportamentos antissociais das crianças

Estudo publicado nos “Archives of Disease in Childhood”

28 março 2013
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As crianças que por volta dos cinco anos de idade vêm três horas ou mais de televisão por dia têm um risco elevado de desenvolver comportamentos antissociais por volta dos sete anos, dá conta um estudo publicado nos “Archives of Disease in Childhood”.
 

Um estudo anterior já tinha demonstrado que a visualização excessiva de televisão durante a infância estava associada a um maior risco de desenvolvimento de comportamentos criminosos. Por outro lado, foi verificado, num estudo distinto, que a capacidade muscular das crianças diminui de acordo com as horas que estas passam em frente à televisão.
 

Neste estudo, os investigadores da University of Glasgow, no Reino Unido, recolheram informações de cerca de 11.000 crianças que tinham nascido entre 2000 e 2002. Quando as crianças tinham cinco e sete anos de idade as suas mães preencheram um questionário, denominado “Strengths and Difficulties”, para avaliar o quão bem-ajustados estavam os seus filhos. Foram também obtidas informações no que diz respeito à quantidade de tempo que as crianças, aos cinco anos, despendiam a ver televisão ou a jogar jogos de computador.
 

O estudo apurou que aos cinco anos de idade, perto de dois terços das crianças viam entre uma a três horas de televisão por dia, 15% via três horas por dia e 2% não despendia tempo a ver televisão. Foi observado que, nesta idade, as crianças passavam significativamente menos tempo a jogar jogos de computador e apenas 3% dos participantes jogava três ou mais horas por dia.
 

Após terem tido em conta alguns fatores que poderiam influenciar os resultados, como a dinâmica familiar, os investigadores concluíram que havia uma associação significativa entre a visualização de televisão durante três ou mais horas por dia aos cinco anos de idade, e um pequeno aumento do comportamento antissocial, entre os cinco e os sete anos de idade.
 

Contudo, os investigadores, liderados por Marion Henderson, constataram que a visualização de televisão não estava associada a problemas emocionais ou de atenção. O tempo gasto em jogos de computador não teve uma influência comparável no comportamento das crianças.
 

Os autores do estudo referiram que a associação entre o tempo gasto a ver televisão e a saúde mental pode ser indireta, como aumento de períodos sedentários, dificuldades em dormir e problemas no desenvolvimento da linguagem.
 

O estudo sugere que uma abordagem preventiva da visualização excessiva de televisão é justificável tendo em conta os seus potenciais efeitos no bem-estar, particularmente nos problemas de conduta e no que diz respeito aos seus efeitos na saúde física e na progressão académica, concluem os investigadores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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