Telemóveis atrapalham o sono

Jovens perdem horas mal dormidas

14 janeiro 2004
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Que o telemóvel pode estragar uma noite de sono toda a gente já sabe, mas também pode ser altamente prejudicial para os jovens que teimam em dormir com o telefone ligado.
 

 

Um estudo realizado pela Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, indicou que esses equipamentos electrónicos prejudicam a qualidade do sono desses jovens.
 

 

Publicado no jornal britânico «Independent», o estudo apontou que muitos desses adolescentes perdem tempo considerável de sono, principalmente por causa da cada vez maior popularidade das mensagens de texto nos telemóveis.
 

 

Jan Van den Bulck, professor de psicologia da universidade e autor do estudo, disse ao jornal que as mensagens de texto atrasam o sono da maioria dos adolescentes. O estudo, que analisou 2.500 adolescentes, revelou que mais de 20 por cento deles acorda regularmente com mensagens de amigos durante a madrugada.
 

 

Van den Bulck ainda diz que a ameaça representada pelos telemóveis é mais perigosa do que a oferecida pelos mass-media de entretenimento, como a televisão. Segundo o especialista, a televisão ou Internet influencia a hora do adolescente ir dormir, mas os telefones móveis interrompem o sono.
 

 

O professor acrescenta que o problema não está apenas no facto de os adolescentes serem acordados pelo telefone. Segundo Bulck, ao levar o telemóvel para o quarto e mantê-lo ligado, o jovem dorme num nível diferente de sono porque está sempre preocupado com o aparelho.
 

 

O mesmo estudo, no entanto, também aponta para os efeitos perversos na qualidade do sono da televisão, computador e jogos de vídeo (as famosas playstations) que, segundo o autor, também interferem no sono dos adolescentes.
 

 

Van den Bulck lançou um alerta aos pais que pensam que qualquer coisa ligada ao computador trará melhores conhecimentos aos seus filhos. O estudo revelou que as crianças com aparelhos electrónicos no quarto vão para a cama muito mais tarde do que aquelas que não têm esses equipamentos no local.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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