Telemedicina: associação defende a implementação de um programa nacional

Declarações do presidente da associação

03 outubro 2016
  |  Partilhar:
O presidente da Associação Portuguesa de Telemedicina (APT) defende a implementação de um programa nacional de diagnóstico à distância, considerando que há um maior interesse na área, mas "há muito" por fazer. 
 
Eduardo Castela, o presidente da associação, disse à agência Lusa que “é importante implementar um programa nacional de telemedicina. O responsável acrescentou que a telemedicina "é uma solução inevitável", especialmente na resposta a algumas carências de recursos e ausência de determinadas especialidades em hospitais fora dos grandes centros urbanos. 
 
De acordo com Eduardo Castela, já há algum trabalho feito para se "dinamizar a telemedicina" - um vetor do Serviço Nacional de Saúde que "já esteve adormecido, mas que acordou". 
 
No entanto, "há muito por fazer" esperando agora que também a associação seja ouvida. "Há muito que andar, mas, devagarinho, as coisas estão a avançar", referiu, dando como exemplo iniciativas no âmbito de especialidades como dermatologia, genética ou cardiologia pediátrica.
 
O também diretor de cardiologia pediátrica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) sublinhou que, no seu serviço, 25% das consultas são feitas com recurso a telemedicina.
 
No ano de arranque do projeto, em 1998, foram feitas 19 consultas, em 2015, o serviço registou quase 3.800 com recurso ao diagnóstico à distância, afirmou.
 
"São muitas crianças e pais que deixam de vir da Covilhã, Guarda, Leiria ou Viseu" devido ao recurso ao diagnóstico à distância, referiu.
 
Atualmente, no CHUC, é assegurado um serviço de 24 horas por dia de telemedicina em cardiologia pediátrica para todos os hospitais da região Centro e Trás-os-Montes.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar