Técnicos de Ambulância de Emergência querem alargar as suas competências para "salvar vidas"

Portugal

25 julho 2011
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O Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE) quer ver alargadas as competências destes profissionais, para que assumam tarefas que “permitem salvar vidas”, e está a sensibilizar os partidos políticos para esta proposta.

 

Ricardo Rocha, presidente do sindicato, disse que na semana passada decorreram reuniões com o PCP e o Bloco de Esquerda e que ficarão fechadas estas audiências, com o PS, PSD e CDS.

 

“Pretendemos dar a conhecer a nossa carreira e o nosso aumento das competências, que já está acordado entre o INEM e os diversos parceiros, mas que ainda não está materializado”, afirmou.

 

Segundo o sindicalista, actualmente os técnicos de ambulância não podem, por exemplo, usar uma bomba de asma num asmático ou aplicar canetas para a hipoglicémia, quando os próprios familiares dos doentes o podem fazer.

 

“São exemplos simples mas que podem salvar vidas. Em todos os países ocidentais os paramédicos fazem este tipo de actos”, argumentou Ricardo Rocha.

 

O alargamento de competências ainda não acontece na prática, havendo apenas um compromisso verbal.

 

O sindicato pretende agora demonstrar aos vários partidos que já existe consenso entre os parceiros da área para aumentar a capacidade dos técnicos de ambulância do INEM e que é necessário pôr rapidamente em prática esta questão.

 

“Estamos a falar de um aumento de qualidade brutal, sem aumento remuneratório, até pelas condições difíceis em que se encontra o país”, adiantou o dirigente sindical.

 

Actualmente, há cerca de 775 técnicos do INEM a tripular 61 ambulâncias de suporte básico de vida e cerca de 30 de suporte imediato de vida.

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