Técnicas inovadoras na visualização da retina foram distinguidas

Prémio Champalimaud de Visão

18 setembro 2012
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O desenvolvimento de técnicas inovadoras na visualização da retina, que vão permitir conhecer melhor a estrutura desta parte do olho e descobrir novos mecanismos das doenças oculares, foi distinguido pelo Prémio Champalimaud de Visão.
 

Os investigadores James Fujimoto, David Huang, Carmen Puliafito, Joel Schuman e Eric Swanson foram premiados pela “Tomografia de Coerência Ótica” e David R. Williams pela “Ótica Adaptativa”.
 

A Tomografia de Coerência Ótica é uma tecnologia de diagnóstico em que não é necessário o contacto físico com os instrumentos utilizados, garantindo maior conforto ao doente e maior facilidade de utilização pelo médico, e que permite visualizar com grande resolução secções transversais da estrutura interna de tecidos vivos.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que as Tecnologias de Ótica Adaptativa  foram inicialmente desenvolvidas por astrónomos para captar imagens através de aberrações atmosféricas.
 

David Williams adaptou esta tecnologia à oftalmologia, possibilitando a observação com grande nitidez das células da retina, graças à correção de imperfeições óticas naturais que ocorrem ao nível do cristalino e da córnea do olho. Assim, os médicos conseguem uma visualização e quantificação direta dos cones fotorrecetores da retina viva.
 

A Fundação Champalimaud considera que esta aplicação representa um “avanço notável na nossa capacidade de avaliar os componentes celulares da retina, até aqui um fator limitante na investigação e na clínica oftalmológica”.
 

A visualização de células-cone individuais ao longo de semanas, meses e anos está a levar a novas descobertas sobre as alterações da retina causadas por envelhecimento e doença.
 

Estas duas novas tecnologias têm permitido obter informação fundamental sobre a estrutura dos olhos em doentes, graças à captação de imagens da secção transversal da estrutura interna da retina por Tomografia de Coerência Ótica e à organização celular à microescala porÓtica Adaptativa .

Estas aplicações levaram à descoberta de propriedades de maleabilidade da retina, até aqui desconhecidas.
 

“As propriedades de imagiologia destas duas técnicas, isoladamente, ou possivelmente conjugadas no futuro, trazem grandes promessas para uma imagiologia tridimensional à escala celular que impulsionará novas descobertas científicas e melhores cuidados de saúde”, refere a fundação.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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