Técnica permite secar os espermatozóides ao ar

Novo avanço para a fecundação in vitro

01 julho 2003
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Um novo método de conservação dos espermatozóides, que os seca ao ar, poderá revolucionar o actual sistema de armazenamento deste material biológico, permitindo aos casais que esperam uma fecundação in vitro guardar o esperma em casa.
 

 

O cientista Daniel Imoedemhe revelou terça-feira, durante a conferência anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, que decorre em Madrid, os seus estudos sobre embriões humanos fecundados com espermatozóides secos ao ar.
 

 

A técnica, segundo o especialista, «não afecta os primeiros estádios de divisão celular embrionária». Até ao momento, explicou em conferência de imprensa, «acreditava-se que o espermatozóide morria se fosse deixado secar ao ar, uma vez que perdia a sua mobilidade e, por isso, era incapaz de alcançar o óvulo».
 

 

«Com a técnica da injecção intracitoplásmica de esperma, a impossibilidade de movimento não significa necessariamente perda de capacidade para fecundar o óvulo, pois esta última depende em boa parte do ADN contido na cabeça do espermatozóide», acrescentou o médico.
 

 

Métodos tradicionais
 

 

Os métodos de conservação de esperma tradicionais exigem que se tenha grandes contentores de azoto líquido - caros e volumosos - e requerem um rigoroso sistema de etiquetagem e controlo para evitar confusões no momento em que é retirado do armazenamento.
 

 

A nova técnica de secagem ao ar consiste em estender uma pequena quantidade de esperma sobre una plaqueta de cristal e deixá-lo secar durante duas ou três horas num armário preparado para o efeito.
 

 

Depois, o esperma seco pode ser guardado a temperatura ambiente normal ou num frigorífico convencional. O estudo foi realizado em nove casais nos quais foi extraído um óvulo à mulher para ser micro-injectado com esperma do marido.
 

 

O médico, que trabalha em Jedda (Arábia Saudita), acredita que a introdução da secagem ao ar vai permitir transportar o esperma conservado sem necessidade de usar equipamentos específicos, isentar os laboratórios da responsabilidade de preservar o esperma e possibilitar que a responsabilidade da sua eliminação seja assumida pelos proprietários em casa.
 

A conservação de esperma em casa também suprime o medo de um eventual contágio pelo vírus da SIDA e outras doenças virais.
 

 

Fonte: Lusa
 

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