Tecido ósseo regenerado com proteínas de células estaminais

Estudo publicado no “Scientific Reports”

18 maio 2015
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Cientistas descobriram um novo método de regeneração óssea através da utilização de proteínas de sinalização produzidas por células estaminais que poderá constituir uma fonte sustentável de produção de novo tecido e reduzir o risco de formação de tumores resultante do transplante de células estaminais.
 
Em vez de utilizar as próprias células estaminais, os cientistas dos Institutos Gladstone, nos EUA, extraíram as proteínas que as células estaminais segregam, tais como a proteína morfogenética óssea, para potenciarem as suas capacidades regenerativas. 
 
Para isso, os investigadores trataram as células estaminais com um químico que as estimulou a transformarem-se em células precursoras ósseas. De seguida, os cientistas identificaram os fatores produzidos pelas células que emitem o sinal para gerar novo tecido. Por fim, colocaram estas proteínas no tecido muscular de ratinhos para facilitar o crescimento ósseo.
 
“Esta prova de princípio estabelece uma nova terapêutica de formação óssea que explora o potencial regenerativo das células estaminais”, revela Todd McDevitt, autor do estudo. “Com esta técnica, podemos produzir tecido novo que é completamente derivado de células estaminais e que tem um desempenho semelhante ao melhor tratamento padrão na área.”
 
O principal método de regeneração óssea utilizado atualmente consiste em desfazer ossos para extrair as proteínas e os fatores de crescimento necessários (matriz óssea desmineralizada) para estimular o crescimento de novo tecido ósseo. No entanto, esta abordagem possui determinadas limitações por ser derivada de tecido ósseo de cadáver, o que implica que tanto a qualidade do tecido ósseo como a quantidade de sinais que este ainda é capaz de produzir pode ser variável. Além disso, tal como na doação de órgãos, nem sempre o tecido de cadáver se encontra disponível.
 
“Estas limitações motivam a necessidade de um material de base mais consistente e reproduzível para a regeneração de tecidos”, explica o investigador. “Enquanto recurso renovável que é simultaneamente escalável e de produção constante, as células estaminais pluripotentes são a solução ideal”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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