Tecido nervoso poderá ser cultivado através de células-estaminais extraídas da gordura

Trabalho publicado na revista "Experimental Neurology"

14 novembro 2007
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Cientistas da Manchester University, Inglaterra, anunciaram na revista "Experimental Neurology" que pretendem cultivar tecido nervoso a partir de células-estaminais extraídas da gordura de pacientes. As experiências foram realizados até agora, em laboratório, com tecido de ratinhos.
 

 

As células nervosas obtidas deste modo poderão ser utilizadas na reparação de nervos periféricos lesionados devido a acidentes ou decorrentes de intervenções cirúrgicas.
 

 

Os cientistas propõem inserir o tecido nervoso num tubo de plástico biodegradável, que poderia ser utilizado para unir os dois extremos do nervo original. Em experiências laboratoriais, a equipa da Manchester University conseguiu transformar as células-estaminais em neurônios (células nervosas), e o passo seguinte consistirá em empregar células-estaminais de gordura humana.
 

 

Os cientistas pretendem colocar o tecido nervoso numa espécie de bainha protetora biodegradável para depois implantá-lo de forma a que una os extremos divididos do nervo original em qualquer parte do corpo. "As células-estaminais diferenciadas têm grande potencial para futuros usos clínicos, inicialmente para o tratamento de pacientes que sofreram lesões traumáticas nos nervos de braços ou pernas", disse o líder da equipa, Paul Kingham.
 

 

Também poderão ser utilizadas, segundo o cientista, em casos nos quais um cirurgião danificou ou cortou algum nervo que estava muito próximo a um tumor que tentava retirar. Kingham acredita que o tratamento pode estar disponível num prazo de quatro ou cinco anos, já que o tubo biodegradável está em fase de estudo.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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