Tecido fetal poderá tratar queimaduras

Crianças são as principais beneficiadas

15 dezembro 2005
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O recurso a enxertos de tecidos fabricados a partir de células de peles fetais permitiu tratar com rapidez crianças gravemente queimadas. A informação foi divulgada na edição electrónica da revista médica britânica The Lancet.
 

 

As oito crianças tratadas estavam em lista de espera para efectuarem o clássico auto-enxerto de pele, utilizado em queimaduras profundas.
 

 

A equipa liderada pelo professor Patrick Hohlfeld, do Hôpital universitaire de Lausanne, na Suíça, investiga a obtenção da pele através de biotecnologias para melhorar a cicatrização desse tipo de queimadura.
 

 

Com esse objectivo, foi criado um banco de células de pele fetal a partir de uma doação de 4 centímetros quadrados do material. Após a interrupção de uma gravidez de 14 semanas, uma mulher autorizou a retirada de uma amostra do feto e a equipa recebeu a aprovação de uma comissão ética. Os autores do estudo apontam que vários milhões de pedaços cutâneos (9x12cm) para uso terapêutico podem ser produzidos a partir dessa doação única de órgão.
 

 

Os médicos colocaram pequenas porções de tecidos cutâneos de origem fetal nos locais das queimaduras. Os emplastros cutâneos foram acrescentados regularmente. As feridas das crianças cicatrizaram em pouco mais de duas semanas, sem necessidade de recorrer aos tradicionais enxertos.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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