Tamanho fetal reduzido aumenta risco de asma

Estudo da Universidade de Aberdeen

07 setembro 2016
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Um tamanho fetal reduzido está associado a um risco de asma aumentado e a uma menor função pulmonar nas crianças entre os cinco e os 15 anos de idade, sugere um estudo apresentado no Congresso Internacional da Sociedade Respiratória Europeia.
 

O estudo conduzido pelos investigadores da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, sugere que os fatores pré-natais na gravidez contribuem para o bem-estar respiratório durante toda a vida da criança.
 

Numa pesquisa anterior, os investigadores, liderados por Stephen Turner, já tinham associado o tamanho reduzido do feto no primeiro e segundo trimestres de gravidez a um risco aumentado de asma aos dez anos de idade. Neste estudo, a mesma equipa de cientistas decidiu averiguar se o tamanho fetal reduzido estava associado a uma função pulmonar reduzida e a asma persistente entre os cinco e os 15 anos.
 

Para o estudo, os investigadores recrutaram um total de duas mil mães entre 1997 e 1999. O tamanho fetal no primeiro e segundo trimestres de gravidez foi avaliado através de ecografias de rotina. A asma e a função pulmonar foram determinadas aos cinco, dez e 15 anos.  
 

Os investigadores constataram que os fetos maiores apresentavam um risco reduzido de asma e tinham uma melhor função pulmonar. O tamanho fetal foi expresso sob a forma de pontuação z, um método estatístico utilizado para diferenciar dos parâmetros normais. Cada aumento de uma unidade na pontuação Z no tamanho fetal no primeiro trimestre foi associado a um risco 22% menor de asma entre os cinco, 10 e 15 anos.
 

O aumento do tamanho do feto foi também associado a um aumento da função pulmonar. A asma persistente foi associada a reduções do tamanho do feto no primeiro e segundo trimestres de gravidez, bem como a uma diminuição do volume máximo de ar que é possível exalar no primeiro segundo numa expiração forçada aos cinco, dez e 15 anos, comparativamente com os outros grupos.
 

Stephen Turner, um dos autores do estudo, refere que o tamanho fetal no primeiro trimestre é relevante para os sintomas e fisiologia respiratória até aos 15 anos de idade. “Estes resultados sugerem que os fatores pré-natais contribuem para o bem-estar das vias respiratórias ao longo da vida”, referiu, em comunicado de imprensa, o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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