Tamanho do cérebro poderá estar ligado a anorexia

Estudo publicado na “The Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”

28 agosto 2013
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Um estudo recente indica que o tamanho do cérebro poderá estar associado ao risco de se desenvolver distúrbios alimentares como a anorexia.

 

A anorexia é considerada como uma das doenças mais comuns entre as adolescentes. Calcula-se que entre 0,5% e 3,7% das mulheres venham a sofrer desta doença durante a vida.

 

Quando saboreamos alimentos, uma região do cérebro, denominada lobo da ínsula,  fica ativada. O córtex orbitofrontal é a parte do cérebro responsável por indicar que é altura de o indivíduo parar de comer.

 

Para o estudo, a equipa de investigadores da School of Medicine at the University of Colorado, EUA contou com a participação de 19 raparigas adolescentes com anorexia nervosa e outro grupo de adolescentes que não padeciam da doença. Os investigadores utilizaram ressonância magnética para avaliarem o volume do cérebro das participantes.

 

Os resultados dos exames revelaram que nas raparigas com anorexia,  o córtex orbitofrontal esquerdo, o córtex insular direito e a massa cinzenta do córtex temporal bilateral eram maiores, comparativamente às adolescentes sem a doença. A equipa conduziu de seguida um estudo sobre adultos com anorexia em paralelo com um grupo de pessoas sem a doença. Os resultados foram semelhantes.

 

O facto de o córtex orbitofrontal ser a área responsável por sinalizar que o indivíduo está satisfeito após ter ingerido alimentos, vem sugerir que um volume grande desta área do cérebro poderia indicar a existência de um padrão nas pessoas que sofrem de distúrbios alimentares. Este padrão poderá encorajar quem sofre da doença a parar de comer antes de se ter ingerido a quantidade suficiente de alimentos.

 

Segundo os autores do estudo, “a correlação negativa entre a agradabilidade dos sabores e volume do córtex orbitofrontal nos indivíduos com anorexia nervosa poderia contribuir para se evitar a comida”. O lobo da ínsula, acrescentam ainda, “é também responsável pela nossa perceção de imagem corporal. Se esta área for maior em quem sofre da doença, isso poderá explicar o facto de essas pessoas terem uma perceção errada do seu corpo, ou seja, que se achem gordos quando na realidade têm um peso abaixo do normal”.

 

“Embora os distúrbios alimentares sejam muitas vezes desencadeados pelo meio-ambiente, há com certeza mecanismos biológicos que se juntam para um indivíduo desenvolver um distúrbio alimentar como a anorexia nervosa”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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