Tafamidis não evita transplante hepático

Informação da Autoridade Nacional do Medicamento

26 dezembro 2011
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A Autoridade Nacional do Medicamento esclareceu na semana passada que o fármaco tafamidis, usado no tratamento dos doentes com paramiloidose, não evita o transplante hepático e aguarda conclusão de avaliação económica para ser comercializado.

 

O esclarecimento surge depois de um grupo de pacientes com paramiloidose, mais conhecida por “doença dos pezinhos”, ter estado no Hospital de Santo António, no Porto, a exigir que a unidade lhes ministrasse o fármaco, aprovado em Novembro pela autoridade europeia do medicamento. Os doentes alegam que se não tomarem o fármaco rapidamente terão de ser remetidos para transplante, uma situação que dizem querer evitar.

 

Em declarações à agência Lusa, Jorge Torgal, presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED), disse que o fármaco “tem muitas limitações, não evita a transplantação hepática”, só devendo “ser dado no início do aparecimento da doença”.

 

O responsável explicou que o tafamidis aguarda a conclusão da avaliação económica, que decorre num prazo legal até 60 dias úteis, antes de poder ser autorizada a sua comercialização em Portugal.

 

Jorge Torgal adiantou ainda que os laboratórios apresentaram uma proposta “insustentável” de preço de medicamento, pelo que o INFARMED vai responder com uma contraproposta, esperando um acordo antes do prazo legal estipulado. Segundo o presidente do INFARMED, o laboratório aponta para 135 mil euros o custo de um ano de tratamento de um doente com tafamidis, num universo total de 250 pacientes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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