Tabaqueiras britânicas contestam a nova lei anti-tabaco da UE

A nova lei anti-tabaco entrará em vigor na UE em 2003

26 agosto 2001
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Duas empresas britânicas de fabrico de cigarros divulgaram na sexta-feira terem recorrido à Justiça para tentar impedir a implementação de uma lei da União Europeia (UE) que visa reduzir a concentração de nicotina e alcatrão nos cigarros e determinar a colocação de avisos maiores nas embalagens sobre os males do consumo de tabaco.
 

 

A British American Tobacco Plc (BAT), segundo maior fabricante de cigarros do mundo, e a Imperial Tobacco afirmaram ter apresentado um pedido ao Supremo Tribunal da Grã-Bretanha. "A acção legal é nosso último recurso. Reconhecemos os riscos que o consumo de tabaco representa para a saúde e apoiamos as regulamentações que forem obtidas por via do diálogo. No entanto, a UE ultrapassou os limites e uma lei má não se torna boa só porque trata da indústria do tabaco", afirmou Martin Broughton, presidente da BAT. Segundo um porta-voz desta empresa, este processo pode levar anos para chegar a um final.
 

 

A lei aprovada pela UE em Fevereiro permitirá que os governos dos países membros obriguem as industrias tabaqueiras a colocarem nos maços de cigarros avisos contra os malefícios do tabaco que podem até mesmo incluir fotos de pulmões danificados pelo consumo de tabaco.
 

 

A partir de 2003, os maços de cigarro devem apresentar avisos sobre os males provocados à saúde cobrindo no mínimo 30 por cento da parte frontal e 40 por cento da parte posterior da embalagem. A lei proíbe também o uso de designações como light e ultralight para os cigarros e obriga ainda à redução da concentração de nicotina e alcatrão nestes produtos.
 

 

Segundo dados da UE, nos estados membros uma em cada três pessoas é fumadora e o objectivo destas medidas é precisamente reduzir esse número. Ainda de acordo com dados da UE, o número de pessoas que morrem devido a doenças relacionadas com o tabaco ascende já a 500 mil por ano em toda a União Europeia.
 

 

Joaquina Pereira
 

MNI – Médicos na Internet
 

 

Fonte: Reuters

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