Tabagismo relacionado a cancro da pele

Estudo publicado na revista “Cancer Causes Control”

29 dezembro 2011
  |  Partilhar:

As probabilidades de malignidades não melanoma foram o dobro, passados vinte anos de consumo de tabaco, aponta um estudo realizado em conjunto por investigadores do Moffitt Cancer Center e da Universidade Sul da Flórida, nos EUA, e publicado na edição online da revista “Cancer Causes Control”.

 

O estudo verificou que as mulheres que tiveram cancro da pele de células escamosas eram mais propensas a ter fumado que aquelas que não sofriam da doença. Aquelas que fumavam, pelo menos, durante 20 anos tinham o dobro da probabilidade de desenvolver cancro da pele de células escamosas, uma forma de cancro da pele menos agressivo do que o melanoma.

 

Os homens que fumavam tinham um risco modesto de ambos os tipos de cancros da pele não melanoma (carcinoma basocelular e espinocelular), mas os resultados não foram estatisticamente significativos, revela o estudo.
"Nós sabemos por que isso acontece", disse o principal autor do estudo, Rollison Dana, referindo-se à diferença de risco entre homens e mulheres. Tanto homens como mulheres expõem-se muito ao sol, o principal factor de risco para cancro da pele, observou.

 

Mas o cancro do pulmão pode oferecer uma pista, disse Rollison, que é membro do Departamento de Moffitt Cancer Epidemiology Cancer Center. Já antes se sabia que as diferenças hormonais afectam o metabolismo da nicotina e a capacidade do corpo para reparar danos no ADN causados pelo fumo no pulmão, sugerindo que a hormona feminina estrogénio pode ter algo a ver.

 

Para o estudo, foram comparados 383 pacientes com cancro da pele com 315 pessoas que estavam livres da doença. Os participantes foram questionados sobre quanto fumavam, quando iniciaram o hábito e o número total de anos de vício. Os riscos para ambos os tipos de cancro da pele não melanoma foram analisados separadamente, compensando a presença de outros factores de risco.

 

Os investigadores descobriram que quanto mais as pessoas fumavam, mais provável era o facto de desenvolverem cancro da pele, disse Rollison. Os homens que tiveram cancro da pele de células basais foram significativamente mais propensos a ter fumado durante, pelo menos, vinte anos do que os homens sem cancro.

 

É possível que a pele dos homens seja mais sensível à exposição solar do que as mulheres. Mas um outro especialista em oncologia sugeriu que, embora possa ser apenas uma diferença genética, os homens podem ser menos propensos a usar protector solar e outras protecções ao ar livre. Embora o estudo tenha constatado uma aparente associação entre tabagismo e risco de cancro da pele, não prova causalidade.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.