Tabagismo passivo pode triplicar risco de cancro da mama

Estudo do Instituto Nacional de Saúde Pública do México

13 outubro 2010
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As mulheres que não fumam, mas estão expostas ao fumo passivo têm um risco três vezes superior de desenvolver cancro da mama, segundo um estudo do Instituto Nacional de Saúde Pública do México.

 

De acordo com a coordenadora do estudo, Lizbeth Lopez-Carrillo, cerca de 6 milhões de mexicanas com idades entre 12 e 65 anos que nunca fumaram são expostas ao tabagismo passivo.

 

O levantamento avaliou 504 mulheres diagnosticadas com cancro da mama e o mesmo número de mulheres saudáveis da mesma idade. Durante as entrevistas, as mulheres foram questionadas sobre a exposição diária, activa e passiva, ao fumo em casa e no local de trabalho. As mulheres que diziam estar expostas ao fumo do cigarro, quer activo quer passivo, foram comparadas com as mulheres que nunca fumaram e que não estavam expostas ao tabagismo passivo.

 

Relativamente às mulheres que tinham sido expostas ao fumo passivo, estas, quando comparadas com as mulheres que nunca fumaram e não tiveram exposição ao fumo do cigarro, apresentaram uma probabilidade três vezes superior de serem diagnosticadas com cancro da mama. A ligação entre tabagismo passivo e cancro da mama manteve-se, independentemente do facto de a mulher ter entrado na menopausa.

 

Entre as mulheres que fumavam, os investigadores verificaram um risco aumentado de cancro da mama, no entanto, essa associação foi significativa apenas no caso das mulheres que começaram a fumar entre a puberdade e o nascimento do primeiro filho.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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