Tabagismo passivo em doentes com Fibrose Quística

Estudo apresentado no "Journal of the American Medical Association"

19 fevereiro 2008
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Investigadores da Johns Hopkins University, em Baltimore, EUA, referem ter descoberto um gene responsável pelo agravamento do estado de saúde de doentes com Fibrose Quística expostos a tabagismo passivo. O trabalho foi publicado no "Journal of the American Medical Association".
 

 

A Fibrose Quistica ou Mucoviscidose é uma doença genética que, entre outras consequências, leva a lesões bronco-pulmonares obstrutivas.
 

 

No site oficial da universidade, os cientistas referem que pessoas portadoras de uma alteração do gene TGFbeta1 tem as suas funções pulmonares duas vezes mais deterioradas quando expostas ao tabagismo passivo do que aqueles que não o são.
 

 

De acordo com os investigadores, a variação do gene enfraquece as funções pulmonares e encurta o tempo de vida das pessoas que sofrem desta doença hereditária. "Sempre suspeitámos que o tabagismo passivo era nocivo para as pessoas que sofrem de doenças pulmonares. Agora apontamos para um gene específico cuja alteração agrava o estado destes pacientes", ressalta o Garry Cutting, professor de Pediatria da Johns Hopkins University, de Baltimore (EUA).
 

 

Para o especialista, é uma verdadeira surpresa, o facto desta “alteração genética tão fraca” poder “dobrar os efeitos nefastos do tabagismo passivo sobre as funções pulmonares destes pacientes”.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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